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Dorcelina de Oliveira Folador

Por: Família Missionária

Dorcelina de Oliveira Folador nasceu em 27 de julho de 1963, em Guaporema/PR. Chegou a Mundo Novo em 1.976 com onze anos de idade. Iniciou sua atuação na Pastoral da Juventude no ano de 1.980. Em 1.987, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores, candidatando-se no ano de 88 a vereadora. Professora, poeta, artista plástica, em 1.989 começou a contribuir no MST, chegando à direção estadual do Movimento e atuando como repórter popular do Jornal dos Sem-Terra. Ajudou a fundar também a A.M.P.D.F. - Associação Mundonovense dos Portadores de Deficiência Física. Depois de novamente candidata a vereadora em 92 e a Deputada Estadual em 95, Seu mandato foi interrompido em 30/10/99 às 23:00, quando foi assassinada na varanda de sua casa. 
 

“A Dorcelina morreu lutando. Lutando com dignidade para que um outro mundo fosse possível”, resume Marlene Oliveira, irmã da ex-prefeita Dorcelina Oliveira Folador, assassinada com seis tiros no dia 30 de outubro de 1999, em Mundo Novo, cidade que fica a 460 quilômetros de Campo Grande.

Dorcelina foi morta no fim da noite de um sábado, quando estava sentada na varanda da casa onde morava com o marido e as duas filhas. Prefeita de Mundo Novo no segundo ano de mandato, Dorcelina era conhecida por fazer uma ‘limpeza geral’ na administração do município e romper com grupos criminosos ligados ao poder público.“Ela mexeu com a máfia da fronteira”, contou Egídio Bruneto, um dos coordenadores do MST (Movimento Sem-Terra), em Mato Grosso do Sul. Durante 5 anos, Dorcelina era repórter voluntária do jornal do movimento, admirada pela disposição, apesar de deficiência física na perna esquerda.

Dorcelina fez uma administração voltada para o interesse público e por isso fez inimigos. Aqueles que não queriam a ética na política e a participação popular procuraram calar a voz de Dorcelina”, lembrou o amigo Pedro Kemp, deputado estadual da mesma corrente política da ex-prefeita.  Dez anos após o crime, muitos dizem que Dorcelina virou “santa”. O túmulo dela é visitado diariamente. Muitas pessoas pedem algo em nome dela e quando conseguem, atribuem à prefeita assassinada o “milagre”. “Já recolhemos diversas cartinhas de agradecimento, de pedidos, no túmulo dela”, diz Marlene, que mora em Rondônia, mas vai a Mundo Novo anualmente. “São histórias de luta, que na frente vai Dorcelina. Eles não admitem ser outra coisa, a tratam como uma santa”. A irmã de Dorcelina diz que sabe de muitas histórias que colocam a prefeita como responsável pela realização de pedidos.
 

 

 


 

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