Cadastre-se para receber novidades
Notícias » Notícias » Notícias » Notícias » Papa: "Capitalismo selvagem ge...
A↑AA↓

Papa: "Capitalismo selvagem gerou crise, desigualdade e miséria"

Por: Família Missionária

Cidade do Vaticano (RV) - Depois de três dias de debates, os participantes da XXIV Assembleia Plenária do Pontifício Conselho Cor Unum, foram recebidos na manhã de sábado dia 19/01 em audiência pelo Bento XVI, no Vaticano. O tema que norteou este encontro foi “Caridade, antropologia cristã e nova ética global”.

A Plenária, aberta quinta-feira pelo Cardeal Robert Sarah, Presidente do Pontifício Conselho para a caridade, enfatizou o discernimento e a vigilância como indispensáveis na obra de caridade da Igreja.


A Assembleia deste ano reuniu cerca de cem participantes de vinte países: religiosos e leigos engajados que trabalham em associações católicas e ONGs de diversas áreas, Caritas locais, entidades como a Catholic Relief Services, a Comissão Católica Internacional de Migrações, Terra Solidária e organizações de desenvolvimento e cooperação.

Em seu discurso aos membros do organismo, Bento XVI advertiu que “a colaboração com organizações internacionais no campo do desenvolvimento e da promoção humana não deve nos fazer ‘fechar os olhos’ a ideologias ditadas por visões materialistas do homem e à antropologia ateia”. 

Algumas vezes – segundo o Pontífice – é preciso ser mais críticos e até recusar certos financiamentos e colaborações favoráveis a projetos que vão contra a antropologia cristã. As ideologias que enalteciam o culto de uma nação, uma raça ou classe social se revelaram como ‘idolatrias’. O mesmo se pode dizer do capitalismo selvagem, que com o seu culto do lucro, gerou crises, desigualdades e misérias”. 

O Papa Bento XVI falou longamente sobre o empenho dos cristãos envolvidos em atividades de caridade, que mantêm relação direta com outros atores sociais e que se confrontam com o emergente “reducionismo antropológico”, ao qual se soma “o grande desenvolvimento da tecnologia”.

Esta união pressupõe que o ser humano reduzido a funções autônomas: a mente ao cérebro, a história humana a um destino de mera auto-realização prescindindo de Deus, da dimensão espiritual e do horizonte além-terra. Quando o homem é privado de sua alma e não mantem uma relação pessoal com o Criador, tudo o que é tecnicamente possível se torna moralmente lícito, qualquer política demográfica, aceitável e as manipulações, legitimadas”.

Bento XVI ressalvou que a armadilha mais perigosa desta linha de pensamento é a absolutização do homem, que quer ser livre de qualquer vínculo ou constituição natural: ele quer ser independente e pensa que a felicidade está em sua autoafirmação.

No entanto – concluiu o Papa - o ser humano não é nem um indivíduo autônomo, nem um elemento separado da coletividade, mas uma pessoa singular e única, intrinsecamente ordenada como um ser relacional e social: “Portanto, a Igreja reafirma seu grande ‘sim’ à dignidade e à beleza do casamento como uma expressão da aliança fiel e fecunda entre homem e mulher. A reciprocidade ‘masculino-feminino’ é uma expressão da beleza natural desejada pelo Criador”. 

Fonte: Rádio Vaticano

 

voltar

© Todos direitos reservados - Familia Missionária. design by ideia on