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Bento XVI recorda crianças vítimas da violência, exorta à concórdia e pede colaboração entre família, Igreja e escola

Por: Família Missionária

No sábado à tarde, segundo dia da viagem ao México, Bento XVI manifestou a sua solidariedade às crianças vítimas da violência, pedindo à Igreja e à sociedade do México que construam para elas “um mundo melhor”, dirigindo a palavra aos mais pequenos,. num encontro na Praça da Paz de Guanajuato, capital do homónimo Estado mexicano, na região central do país. “Desejo elevar a minha voz, convidando todos a proteger e cuidar das crianças, para que nunca se apague o seu sorriso, possam viver em paz e encarara o futuro com confiança” – declarou o Papa, assegurando que os menores ocupam “um lugar muito importante” no seu coração e lembrou, em particular, as crianças que “suportam o peso do sofrimento, o abandono, a violência ou a fome, que nestes meses, por causa da seca, se fez sentir intensamente nalgumas regiões” do México.
“Deus conhece-nos e ama-nos – recordara antes Bentos XVI. Se deixarmos que o amor de Deus mude o nosso coração, então poderemos transformar o mundo”: recordou-o o Papa às crianças mexicanas, explicando que se encontra aí “o segredo da autêntica felicidade”.
Referindo-se depois à importância de construir a paz, Bento XVI sublinhou que esta “vem do Alto”, como ensinou Jesus ressuscitado. Cada um está chamado a tornar-se semeador e mensageiro daquela paz pela qual Cristo deu a sua vida.
“O discípulo de Jesus não responde ao mal com o mal, mas é sempre instrumento de bem, de perdão, portador de alegria, servidor da unidade”.

É uma verdadeira missão para todos, também para os jovens e mesmo para os mais pequenos: “Cada um (de vós) é um dom para o México, para todo o mundo. A família, a Igreja, a escola – têm, perante a sociedade, a responsabilidade de colaborar e de ajudar os jovens a orientar-se para um mundo melhor, sem invejas nem divisões”.
Bento XVI convidou as crianças a participarem na missa dominical e na catequese, antes de recordar o exemplo dos beatos Cristóvão, António e João, os meninos mártires de Tlaxcala. “Eram crianças como vós, e deles podemos aprender que, para amar e servir, não há idade”, acrescentou, ladeado por três crianças que soltaram pombas brancas.
Numa intervenção saudada por salvas de palmas e gritos de entusiasmo dos presentes, o Papa despediu-se com pedidos de oração para que o México seja “um lar onde todos os seus filhos vivam com serenidade e harmonia”. “Bem gostava de ficar mais tempo convosco, mas tenho de partir”, concluiu, já depois das 19h30 locais (mais sete na Europa), afirmação que gerou uma reação de entusiasmo.
Já antes da chegada do Papa, e depois, na sua presença, atuou tuado uma orquestra infantil-juvenil - “Esperança Azteca”, com 80 elementos (entre 6 e 17 anos), que tem como objetivo integrar os menores, com poucos recursos económicos, em atividades culturais. A orquestra foi acompanhada por um coro de 220 crianças, que entoou várias músicas tradicionais para o Papa.
O encontro com as crianças aconteceu após a visita do Papa ao presidente mexicano Felipe Calderón, que se iniciou com 45 minutos de atraso, depois de um percurso de automóvel de mais de 50 quilómetros, muito aplaudido por milhares de pessoas.
No regresso ao Colégio Miraflores, em León, onde se encontra hospedado até segunda-feira, Bento XVI recebeu as chaves da cidade das mãos do presidente do município local, Francisco Ricardo Sheffield Padilla, encerrando assim o segundo dia da visita ao México, que se prolonga até segunda-feira.
Do México, o nosso enviado Raimundo de Lima, ilustra e comenta os dois momentos do programa de sábado: 

… No primeiro momento, às 18h locais, a visita de cortesia ao presidente mexicano Felipe Calderón, na sede do governo do Estado de Guanajuato – situada na capital homónima –, realizada com um colóquio de forma privada, sem discursos; no segundo momento, sempre na cidade de Guanajuato, um festejado e aguardado encontro com as crianças, na Praça da Paz.

Ao deixar o Colégio Miraflores de León onde se encontra hospedado nestes dias de visita ao México, Bento XVI viu repetir-se a manifestação de carinho e afeto dos mexicanos que, numerosos, vieram de todas as 91 dioceses do país para ver o Papa. De fato, setecentas mil pessoas acolheram-no quando de sua chegada saindo às ruas de León para dar as boas-vindas àquele que veio como “peregrino da fé, da esperança e da caridade.

Nas pegadas de seu predecessor, Bento XVI vem ao México dez anos após a última visita de João Paulo II, que por cinco vezes esteve neste país do “continente da esperança”. E vem a esta importante nação da América Latina no momento em que o México e muitos países latino-americanos celebram seu bicentenário de independência.

Com a visita de Bento XVI, a Igreja na América Latina recebe um impulso ulterior à Missão Continental, projeto de animação missionária que, há quase cinco anos, procura colocar a Igreja no “continente da esperança” em estado permanente de missão. Oriunda da Conferência de Aparecida – inaugurada por Bento XVI –, a Missão Continental constitui pronta resposta da Igreja latino-americana ao chamado à Nova Evangelização.
Os desafios não faltam: processo de enfraquecimento da fé, secularização, migração de muitos batizados rumo a outras comunidades cristãs e seitas e, não por último, a difusão de uma cultura dominante de matriz relativista e hedonista que atinge também a América Latina. Nesse contexto, a Igreja é chamada a responder a tais desafios com um exigente e imperioso convite à conversão, renovação espiritual e santidade de vida, consciente de que a questão crucial para ela, hoje, reside na fidelidade a seu Senhor.
Nesse sentido, os dois eventos principais desta primeira etapa da viagem de Bento XVI revestem-se de particular importância: a missa deste domingo, às 10h locais, no Parque do Bicentenário de León, onde se espera a participação de cerca de 300 mil fiéis; e a celebração das Vésperas, às 18h, na Catedral de León, na qual o Papa falará, em sua homilia, aos bispos do México e da América Latina. Em ambos os eventos, espera-se do Pontífice uma palavra que seja de encorajamento ao “zelo apostólico que atualmente anima e pretende a missão continental”, de modo que – como afirmara o próprio Papa – “se multipliquem os autênticos discípulos e missionários do Senhor e se renove a vocação da América Latina e do Caribe à esperança”.
De mente e coração abertos, os filhos desta terra aguardam as palavras do Sucessor de Pedro: que a sua mensagem nos anime no seguimento de Cristo e deste solo da América Latina onde há mais de 500 anos o Evangelho encontrou terra fecunda, possa resplandecer ao mundo inteiro um testemunho de “fé vigorosa, esperança viva e caridade ardente”.
De León, para a Rádio Vaticano, Raimundo de Lima.
 

Fonte: Rádio vaticano

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