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Vocação para a vida em família - Cônego Celso Pedro da Silva

Por: Família Missionária

O pão que eu darei a vocês é a minha carne dada para a vida do mundo.” Até agora, o discurso de Jesus sobre o Pão da Vida se referia simplesmente à sua pessoa. Ele é o Pão da Vida. Jesus, porém, amplia o seu discurso quando anuncia que o Pão que Ele dará é a sua Carne dada para a vida do mundo. Entendemos que é preciso crer em Jesus e aceitá-lo plenamente em nossa vida, mas não sabemos bem como isso acontece na prática.

Jesus, às vezes, parece alguém do passado, ou uma ideia a seguir ou, ainda, uma força que nos toca. Ele é uma pessoa que não vejo e com a qual me relaciono. Não há outro jeito de sentir a presença de Jesus a não ser rezando, meditando as Escrituras e, ao mesmo tempo, entrando em contato com Jesus vivo no irmão desamparado. Ora, se não é fácil entrar em contato com a pessoa de Jesus que não vemos, também não é fácil saber como “comer a sua carne e beber o seu sangue”.

O povo do tempo de Jesus também não entendeu quando Ele disse que desceu do céu. Afinal, Jesus, José e Maria eram conhecidos em sua cidade. A comunidade cristã entendeu que era preciso fazer o que Jesus fez na última ceia: tomar o pão e o vinho e reparti-los entre todos. E isso começou a ser feito com as mesmas palavras de Jesus: “Tomem e comam. Isto é o meu Corpo, isto é o meu Sangue”. Podiam não saber explicar, mas sabiam que ao partir o pão e beber o cálice estavam comendo e bebendo o Corpo e o Sangue do Senhor, e anunciando a sua morte e a sua ressurreição. São Paulo, que não estava presente na última ceia, pergunta aos coríntios: “O cálice da bênção, que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo?” (1Cor 10,16).

E ainda aos coríntios, ele escreve: “Transmiti a vocês o que eu recebi: Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: ‘Isto é o meu corpo que é dado por vocês. Façam isto em minha memória’. Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: ‘Este cálice é a nova aliança em meu sangue. Todas as vezes que dele beberem, façam isto em minha memória’. Todas as vezes, de fato, que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês estarão proclamando a morte do Senhor, até que Ele venha” (1Cor 11,23-26).

Contaram a São Paulo o que Jesus fez e mandou fazer, e assim foi ensinado aos cristãos de todos os tempos. Com o passar dos anos, esta fé foi sendo sempre mais estudada e explicitada, até chegar aos nossos dias como doutrina sobre a Celebração Eucarística e, especificamente, sobre a presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento do Altar. O que foi dito ao profeta Elias, cansado e desanimado, se repete a nós hoje: “Levanta-te e come, que o caminho é longo”.

Elias se levantou, comeu o pão e bebeu a água que o anjo lhe mostrou, e caminhou com força e coragem durante quarenta dias e quarenta noites até chegar ao Horeb, o monte de Deus. Participamos do Mistério Pascal de Cristo celebrando a Santa Missa. Recebemos a Comunhão e caminhamos sem entristecer o Espírito, sem amarguras, cóleras e irritações, sendo bons e perdoando, vivendo no amor, como Cristo, que se entregou a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor. É isto que celebramos cada vez que nos reunimos e comemos e bebemos na Mesa do Senhor.

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