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O Ano Litúrgico e o julgamento do mundo - Cônego Celso Pedro

Por: Família Missionária

A Igreja tem um calendário próprio para a celebração dos mistérios de Cristo. Iniciamos o ano com as quatro semanas do Advento, seguidas das cinco festas do Tempo do Natal, que são o nascimento do Menino, numa Família, na qual a Mãe tem um título especial. Menino revelado a toda a humanidade e batizado no Jordão aos trinta anos, no início de sua missão pública. Na primeira parte do Tempo Comum, Jesus apresenta seu projeto e diz para quê veio a este mundo. As cinco semanas da Quaresma preparam o Tríduo Sagrado, seguido de sete semanas do Tempo da Páscoa. Retomamos o Tempo Comum, meditando os ensinamentos de Jesus para a nossa vida de cada dia, até a festa de Cristo Rei, no 34º Domingo, quando encerramos o ano litúrgico.

No fim do Tempo Comum e no início do Advento a humanidade é julgada. É o tempo do juízo final. O Senhor Jesus se senta em seu trono de glória e diante dele se colocam todas as nações, todos os povos, todas as pessoas. Os textos bíblicos da Liturgia da Palavra dos últimos domingos do Tempo Comum e dos dois primeiros domingos do Advento apontam para o Dia de Cristo, Dia do Senhor ou o fim dos tempos. Olhamos para o futuro e para o alto e vemos, vindo nas nuvens, alguém com aparência humana, o Filho do Homem, que chega com poder e glória. Todos se colocam diante dele para prestar contas de sua vida.

Neste ano, no 33º do Tempo Comum, Jesus anuncia a sua vinda gloriosa, precedida de catástrofes cósmicas, enquanto o profeta Daniel vê os mortos ressuscitando para o julgamento e entre eles, brilhando como estrelas no firmamento, os sábios, que ensinaram a muitos o caminho das virtudes. Em suas visões, Daniel vê o Filho do Homem que se aproxima e estabelece, com poder eterno, um reino que não se dissolverá. É a festa de Cristo Rei.

O mesmo tema continua no primeiro domingo do Advento, quando somos convidados a ficar de pé e olhar para o alto, para as nuvens que trazem o Filho do Homem. São Lucas nos exorta a permanecermos vigilantes com o coração sensível. Para tanto, devemos cuidar para não sermos dominados pela gula, pela embriaguez e pelas preocupações deste mundo. No segundo domingo, soa forte a voz de João Batista, chamando a todos para prepararem o caminho do Senhor, em dupla direção: para que o atravessemos e para que o Senhor chegue até nós. O Apóstolo São Paulo lembra a comunidade de hoje, com as palavras de ontem escritas aos tessalonicenses e aos filipenses, que todos nos encaminhamos para o Dia de Cristo, que é o dia do julgamento.

A atividade missionária da Igreja leva a humanidade a se aproximar sem medo do trono da graça, tornando Cristo conhecido de todos enquanto caminham para os últimos tempos. O encontro será agradável e prazeroso, será o encontro de dois velhos amigos, que poderão se abraçar. A atividade missionária trabalha também para que as pessoas sejam adultas na fé e em sua humanidade, capazes de discernir o que é melhor na hora das decisões. A sensibilidade de que falam os textos cria nas pessoas o hábito da caridade, que as torna puras e sem defeito para o Dia de Cristo.

Quando os Livros forem abertos, queremos que nossos nomes lá estejam escritos e que muitos tenham a agradável surpresa de saber que seus nomes também se encontram no Livro da Vida, graças à atividade missionária dos cristãos que, sem proselitismo, os levaram à prática efetiva do amor.

Cônego Celso Pedro
 

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