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Jesus te chama - Dom José Alberto Moura

Por: Família Missionária

O grito de alguém necessitado de cura é importante. Mostra confiança, necessidade de ajuda e vontade de superar os próprios males. Deus sabe de tudo o que precisamos. Ele não precisaria de nossa oração. Muitos até questionam: “Se Ele é Deus, devia fazer todo mundo são e sem problemas”! Muitos se esquecem de que a vida é um dom. Não fomos nós que a pedimos. Com ela Deus nos valoriza, chama a realizarmos um projeto de vida, mesmo não nos criando como deuses. Somos humanos e frágeis, mas nossa grandeza e realização progressivamente conquistada se dão em nossa condição diversificada, mesmo tendo limites e sofrimentos. Há quem tem saúde, bens e projeção social mas faz menos bem do que outros, até sem esses atributos. Saber usar as fragilidades e os sofrimentos nos leva à consecução do objetivo da vida.

É o que o próprio Jesus ensina e faz exemplarmente. Ele não precisava sofrer o que sofreu. A dor humana tem ensinamento e base para atingirmos o escopo de nossa caminhada terrena se a soubermos canalizar para isso. Não buscamos o sofrimento por ele mesmo. Mas, existindo, fazemos dele meio para tirarmos fruto de vida. O mais importante é nossa doação da vida para realizarmos o bem, mesmo custando-nos sacrifícios. A vitória vem depois. Até para um jogo de futebol os esportistas sofrem para tentar conseguir o resultado positivo. Deus, porque nos ama, valoriza-nos. Nosso grito é a expressão de que aderimos a seu amor e confiamos em sua ajuda. O próprio Filho nos ensina a prática da oração.

O “Pai nosso” contém os ingredientes mais importantes da nossa relação com Deus. No Evangelho, o grito de Bartimeu foi ouvido por Jesus, apesar de que muitos queriam que ele não amolasse o Mestre. O Senhor mandou chamá-lo e os discípulos obedeceram: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!” (Marcos 10,49). O cego, também mendigo, exultou de alegria! Como é bom termos tantas pessoas com deficiências serem tratadas por pessoas que agem como Jesus. Estas ouvem os gritos dos fragilizados na vida. Por causa do Mestre se dedicam com amor à promoção do ser humano em dificuldades de toda ordem! Precisamos de mais pessoas assim, inclusive e, de modo especial, no exercício do serviço à coisa pública.

Se tivéssemos muitas pessoas com a formação para o serviço com amor, imitando Jesus, aí resolveríamos mais e melhor a boa educação, a assistência à saúde, à promoção da família e de todos os empobrecidos. Teríamos mais segurança, mais estradas boas, mais ações de proteção às crianças, aos negros, aos índios, às mulheres... O Filho de Deus vem mediar a relação do divino com o humano, qual verdadeiro sacerdote ou pontífice. Ele sabe dos nossos limites. Por isso: “Sabe ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro, porque ele mesmo está cercado de fraqueza” (Hebreus, 5,2). Quem O segue e tenta colocar em prática seu ensinamento, também se torna cheio de compaixão em relação aos mais fragilizados, como é o caso de Bartimeu. Coloca-se aberto a ajudar os mais carentes a terem uma vida mais decente e esperançosa.

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