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Família, sempre de novo a Família - Frei Almir Ribeiro Guimarães

Por: Família Missionária

Na vida há coisas importantes e coisas menos importantes. Entre as realidades fundamentais da existência situa-se a realidade familiar. O que temos e o que somos devemos quase que totalmente à nossa família.

Um homem e uma mulher, duas histórias, duas trajetórias. Para além da atração dos corpos, este homem e esta mulher se estimam profundamente. Desejam rasgar a história como esposo e esposa, como companheiros da longa trajetória da existência.  Esse ser masculino, esse ser feminino não existem para a solidão, mas para a comunhão. Comunhão que não é fusão, mas união de histórias, comunhão nas diferenças. Já a Escritura dizia: “Não é bom que o homem viva só”. E o Senhor Deus criou para o homem, a mulher. Vendo a solidão de Adão, o Altíssimo lhe dá um sono e da costela tira-lhe essa que é carne de sua carne e osso de seus ossos, a mulher, a companheira.  Uma vida de companheirismo, de comunhão, de entrega.

Antes passarem a viver juntos, depois de madura reflexão, há uma promessa, um sim, uma entrega. O sim dado e recebido organiza a vida, coloca ordem na loucura dos desejos, garante que as dificuldades serão superadas porque ele e ela fizeram a promessa de se amar de verdade. Não querem viver ao sabor das emoções, mas decidem se querer bem.  Os casados, no começo de sua história, amam-se para aprenderem a se amar.  O casamento não é uma fatalidade, não é uma realidade estática, não é uma camisa de força, mas um estado de viver masculino e feminino que vai se afirmando, se construindo ao longo do tempo da vida, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

E no seio da família chegam os filhos.  Ninguém tem o direito de colocar uma criança no mundo intempestivamente.  Antes que o filho chegue será fundamental que o homem e a mulher tenham sentindo sólido o terreno em que pisam.  Belamente Gaudium et Spes afirma: “A salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente unida ao bem estar da comunidade conjugal e familiar” (n. 47). Na casa simples ou no apartamento sofisticado chegam os filhos... .Eles precisam de cama, leite, pão, berço, mas antes de tudo de um pai e de uma mãe, de pessoas que tenham vocação para a paternidade e maternidade.

A família é o seio, o espaço aonde cada pessoa vem ao mundo e, graças aos relacionamentos primários com os pais, ela se sente amada, reconhecida, acolhida, valorizada na sua unicidade.  Na família cada ser humano precisará ser acompanhado, educado, amado, corrigido, orientado, despertado para os valores e apresentado, no caso dos cristãos, ao Cristo vivo e ressuscitado, sentido de nossas vidas.  As ciências humanas insistem: a experiência de amar e ser amado permite o crescimento e amadurecimento de cada pessoa. Os que não têm suporte da família dificilmente saberão viver e conviver na sociedade que é feita de relacionamentos.

De modo todo particular a família permite que os filhos aprendam a sair de si e realizar-se afetivamente. Ainda, no seio da família, crianças e adolescentes fazem o aprendizado dos valores: lealdade, ajuda mútua, abertura aos mais necessitados.  Nos primeiros anos de vida, de alguma forma, são colocadas as bases do ser humano.  O ser humano é feito para...

Assim, a família é uma comunidade de pessoas, constituída a partir do bem querer sólido de um homem e de uma mulher, na fidelidade, na decisão do para sempre, espaço de acolhimento e de respeito pela vida, vida do casal e vida dos filhos, comunidade aberta ao mundo e não um ninho quente, fechado.  No seio da família todos buscam sua mais profunda realização.  Para que uma família possa crescer deverá fazer revisões regulares de seu modo de ser e dos relacionamentos. Para nós, cristãos, a família é inaugurada com o sacramento do matrimônio e pais e filhos constituem a Igreja doméstica: lugar de escuta da Palavra, experiência de comunhão fraterna e de celebração e vivência da fé que se inspira no Evangelho.

Os pais são os primeiros evangelizadores dos filhos. Assim como os genitores procuram realçar as capacidades e talentos dos filhos para a profissão, da mesma forma deverão fazer de sorte que estes descubram o rosto de Deus, se encontrem com Cristo ressuscitado e vivam como discípulos.  Sem a realização desta missão a paróquia não consegue animar a fé de seus fiéis.

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM·.
 

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