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Eu conheço a Bíblia -

Por: Família Missionária

Durante a leitura deste artigo se permita perguntar: será que eu realmente conheço a Bíblia? ou poderia dedicar mais tempo para conheçê-la e valorizá-la. Porque, quanto mais e melhor entendemos a Palavra de Deus, também mais nos apaixonamos por este Livro Sagrado; e, através dele criamos uma maior intimidade com Deus.

Lançemos um novo olhar sobre a Bíblia!
- “Para os sábios judaicos a Bíblia, é um dom, ela é o dom mais precioso que Deus poderia conceder a seu povo.  O Livro Pirke ‘Avot faz a seguinte pergunta: À quem pertence a Bíblia? E a resposta é: a quem mais a estuda!”

A Bíblia foi revelada no monte Sinai ao povo hebreu através de Moisés. O povo na sua caminhada precisava de instruções que o ajudasse na sua organização. Por exemplo, os 10 mandamentos, continuam a ser vividos ainda hoje, eles não devem ser entendidos como obrigação, ao contrário são promotores de vida. Os mandamentos nos ajudam a melhor relacionarmos entre nós. Portanto, a partir de uma necessidade humana, em um contexto histórico específico, se fez necessário para o povo hebreu unido a Moisés pedir a Deus que ratificasse os mandamentos por eles apresentados, as Tábuas que são levadas pela segunda vez a Deus por Moisés (Exôdo 34), sendo assim, um mandato consagrado por Deus.

Jesus foi quem levou à plenitude às Escrituras. ‘Jesus é a Palavra de Deus que se fez carne e habitou entre nós’. Neste sentido a palavra “Cumprir” nos leva a entender a bela missão de Jesus, a de levar a Bíblia à plenitude. Cumprir é dar pleno sentido àquilo que se vive. Jesus estava tão cheio ao ponto de transbordar, por isso, Jesus sendo Deus, somente ele poderia levar a Bíblia ao seu pleno cumprimento.

A Bíblia é lida e ouvida, não por mera curiosidade intelectual, mas por razões existenciais. Ela é, como “lâmpada para os meus pés” (Sl 119,105), desvenda o sentido dos acontecimentos, oferecendo chaves de leituras e interpretações alternativas.

A Bíblia não tem como preocupação principal narrar uma história. Ela fala também sobre acontecimentos históricos, sobre a experiência que o povo fez com Deus, como povo escolhido. Ao falar dessa experiência, podem apontar alguns elementos históricos, como de pessoas e de lugares, datas e acontecimentos, mas, o importante mesmo, para nós, é entender a experiência que o povo fez e registrou.
A Bíblia é o registro escrito sob a luz da fé, de experiências vividas por homens e mulheres em épocas e situações diferentes.
Poucas pessoas sabiam ler e escrever, assim era necessário que as pessoas se reunissem para contar as suas experiências e algumas entre elas às escreviam.
Existem duas grandes tradições no mundo bíblico:
A tradição Oral - O que era passado (contado de forma oral) de pai para filho de geração em geração.
A tradição Escrita - É aquilo que foi registrado a partir da tradição oral.
Não é fácil saber exatamente quem escreveu tal ou tal livro, seus nomes eram atribuídos às pessoas que para a comunidade eram importantes.
Os livros não foram escritos ao mesmo tempo. Eles retratam períodos e gerações diferentes.
A Bíblia é chamada pelos judeus de TORÁ (úÌåÉøÈä) – Ela foi dada por Deus a Moisés.
A Bíblia foi escrita em hebraico e aramaico, elas eram as línguas próprias da região onde ela foi escrita.
Os materiais usados para escrever a Bíblia:
Papiro = folha de árvore em que depois de seca se podia escrever;
Madeira = tábuas
Pedra e argila
 
 A Bíblia Cristã contém 73 livros; 46 do Primeiro Testamento e 27 do Novo Testamento. E está assim dividida:

Primeiro Testamento:
 Pentateuco – 5   
 Livros Históricos – 16  
 Livros Sapienciais – 7  
 Livros Proféticos – 18  

Novo Testamento ou Segundo Testamento:
 Evangelhos – 4 
 Atos dos Apóstolos
 Cartas Paulinas – 13 + Hebreus  
 Epístolas Católicas – 7
 Apocalipse

Concluindo, procure sempre meios que te ajudem a conhecer mais e melhor a Palavra de Deus, e assim, você também amará mais a Deus. Queiramos nós, tomarmos mais consciência da nossa fé através de um melhor aprofundamento da Palavra de Deus e dos ensinamentos da nossa Igreja.
 
Sugestões:
* Preste mais atenção nas reflexões semanais e dominicais durante as missas;
* Participe de palestras e cursos de formação bíblica em sua paróquia e diocese;
* Leia mais a Bíblia individualmente, em família e em grupos de pastoral;
* Leia livros de introdução e orientação bíblica.
  

Pe. Ramires Henrique de Andrade, NDS
Religiosos de Nossa Senhora de Sion

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