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Batismo do Senhor - Cônego Celso Pedro da Silva

Por: Família Missionária

Is 42,1-4.6-7; Sl 28 (29); At 10,34-38; Lc 3,15-16.21-22

Todo o povo, isto é, muita gente, procurou o batismo de João, e no meio de toda aquele gente também estava Jesus. Nas águas do Rio Jordão, João realizava um batismo de conversão dos pecados. O povo tomou consciência do seu pecado e entrou nas águas para se purificar. E o que Jesus estava fazendo no meio daquela multidão de pecadores? Também Ele estava precisando de um batismo de conversão? Também Ele era pecador como os demais? O apóstolo São Paulo nos ajuda a perceber alguma coisa do mistério de Jesus encarnado quando escreve na Segunda Carta aos Coríntios: “Aquele que não conhecera o pecado, Deus o fez pecado por causa de nós, a fim de que, por Ele, nos tornemos justiça de Deus” (2Cor 5,21). Jesus se fez solidário com o ser humano pecador, não para aumentar o número dos pecadores e sim para torná-los justos.

Entrando nas águas,Ele as santifica, tornando-as fonte de vida nova. O povo todo, por sua vez, tocando as águas tocadas por Cristo, foi santificado pelo único Santo. Tendo sido batizado, Jesus se recolheu em oração, isto é, entrou em sintonia com o Pai e o Espírito Santo. Na oração, mergulhamos em Deus e somos envolvidos por sua divina presença. Enquanto Jesus rezava, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como uma pomba. Jesus reza, e o Espírito Santo vem sobre Ele. Jesus está pleno do Espírito Santo e foi assim que o Espírito o conduziu pelo deserto. Com a força do mesmo Espírito, Ele voltou para a Galileia. A plenitude do Espírito Santo marca o início da vida pública de Jesus e de sua ação missionária.

O Pai também se manifesta na voz que vem do céu e diz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bemquerer”. Pode-se ler também, de acordo com o Salmo 2,7: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei”. O Filho de Deus, que assumiu a natureza humana e se tornou verdadeiro homem, é confirmado em sua missão pelo Pai e pelo Espírito Santo. É o início do ministério público de Jesus. Isto não significa que o homem Jesus tenha se divinizado no momento do seu batismo.

Ele é Deus e homem desde o início da concepção no seio da Virgem Maria. Isto também não significa que Jesus nada fez antes do dia do seu batismo. Sua vida oculta de Nazaré também foi salvífica e santificou a vida comum de todos nós. São Lucas relata o batismo de Jesus sem mencionar a presença de João Batista. O versículo 20, que não é lido nesta liturgia, diz que Herodes pôs João na prisão. E em seguida relata o batismo sem dizer que João batizou Jesus. Dizem alguns comentaristas que São Lucas separa João de Jesus nesse momento para não identificar João com o profeta Elias. Para os outros evangelistas, João Batista realiza a missão de Elias. Para São Lucas, Jesus é a realização da missão de Elias. Ele não só veio para aproximar os corações como enviará o Espírito. Jesus rezou nas águas do Jordão e veio o Espírito Santo. Ao subir ao céu na Ascensão, Ele enviará o Espírito Santo, assim como aconteceu com Elias, que, ao ser arrebatado vivo para o céu, deixou cair o seu manto sobre Eliseu, que recebeu parte do Espírito profético de Elias.

Fonte: Fconline

 

 

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