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Descobrindo os caminhos de Deus - Pe. Luiz Carlos de Oliveira

Por: Família Missionária

Deus está onde você está
Estamos refletindo sobre a espiritualidade própria para os que vivem no mundão de meu Deus. Procuramos orientação para viver a fé, diferenciada dos que vivem a vida religiosa ou sacerdotal. Sabemos que todos podem ser santos, como escrevia S. Afonso, cada um em sua condição, casado ou solteiro, e em qualquer profissão. Os meios são comuns a todos e cada um os ajusta em sua situação. O ponto de partida é a presença de Deus: “Deus está onde você está!”. Está na Hóstia Consagrada, no Sacrário, mas está a seu lado, no seu íntimo, ao alcance de um grito do coração. Não podemos dizer: Se eu pudesse ir à igreja, ou se eu fosse padre ou freira, eu faria muita coisa. Você pode fazer o mesmo, pois Deus está onde você está. A presença de Deus não é uma idéia do catecismo, mas numa realidade permanente. S. Geraldo dizia : “Se Deus tirasse de nossos olhos esta venda, veríamos em todo lugar um Paraíso. Debaixo destas e daquelas pedras, está Deus”. A fé autêntica é o olhar claro que permite chegar a esta presença em todos os acontecimentos. A fé não é só um punhado de doutrinas. “As verdades da fé são como setas de direção que nos indicam o caminho para o encontro com o Deus vivo; o Deus que não hesitou em encarnar-se em nossa história, em fazer-se Eucaristia por nós” (Pe. S.Majorano). A fé não é intelectual, embora necessária, mas não é tudo. Não basta o conhecimento, é preciso a sabedoria. Não é um Deus distante, pois o encontro é sempre pessoal. Sendo pessoal é aberto a toda pessoa humana. É espontâneo e não recitação de fórmulas que, mesmo boas, mas não é tudo. Se Deus está onde você está, é ali sua catedral, seu sacrário, o lugar do encontro.
 

Vida espiritual no mundo em chamas
O leigo encontra Deus não no silêncio de uma capela, mas no meio do incêndio da vida, dos acontecimentos, dos problemas. O lugar silencioso é bom, mas é privilégio de poucos. A catedral do leigo é o ônibus cheio, o trânsito pesado, a correria das horas, a luta pela vida, pela subsistência que depende só dele, pois a estrutura não o sustenta. Os problemas da vida, as dificuldades na família, habitação, doenças etc... Tudo depende dele. Ali ele é o sacerdote do universo entregando a Deus como oferta agradável. Ele está também no seu lazer e no seu prazer. Essa noção do mundo para Deus está na devoção de fazer a boa intenção: Tudo seja feito para Deus. Deus fez do homem e da mulher sacerdotes do universo quando disse: “Crescei e multiplicai-vos e enchei a terra”. Deus deixou ao homem e à mulher o dom de santificar o mundo com sua vida. Não é fugindo do mundo que encontramos Deus. Sem isso, não creio que nos ouça. Os religiosos e sacerdotes devem lembrar que, em primeiro lugar são povo de Deus, e depois estão a serviço deste povo em seu ministério e consagração. Temos muito a aprender do povo em sua fidelidade a Deus. A Igreja é, em primeiro lugar laical, isto é, somos povo, depois classes.

Deus no coração
Não é preciso ir longe para falar com Deus. Deus está no mais íntimo de nosso íntimo. É encontro espontâneo de um amigo que encontra um amigo, sem cerimônias. Ele sabe nossa língua. A primeira igreja é o coração de cada homem e mulher. Se tivéssemos insistido mais nesta verdade, não teríamos perdido tanta gente. A base da santidade é o encontro pessoal com Deus que cada um pode realizar no seu cotidiano, em sua vida. Ouço das pessoas que não tem tempo para rezar. Quando falo da oração pessoal, diz: ‘Eu estou o dia inteiro falando com Deus’. Isso é oração. É diálogo com Deus. É vida cristã.
 

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, Redentorista

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