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Jesus Cristo o Rei do universo - Pe. Luiz Carlos de Oliveira

Por: Família Missionária

Bendizemos a Deus pelos belos tempos que estamos vivendo em nossa sociedade. Quantas conquistas para o bem da pessoa humana e da salvação do universo! Há um cuidado maior com a pessoa humana e o mundo. Por outro lado, são tempos que nos quais há efervescência do laicismo, confusão de princípios e destruição de valores inerentes à pessoa humana e tantas outras situações. Nesse momento, a primeira vítima é a Igreja. Ela  está unida ao seu Senhor, Jesus Cristo, e é, com Ele, sinal de contradição (Lc 2,34).

A Igreja é, segundo relatórios, a instituição religiosa mais reprimida no mundo. Não é novidade o que ela passa. Diante de Cristo e sua Igreja, não se fica neutro. Neste quadro celebramos a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. A finalidade da criação desta festa foi acentuar a primazia, com uma mentalidade política, de Cristo no Universo. Seu alcance, contudo, é maior. Nós cremos que Ele está vivo junto do Pai que lhe deu, em sua Ressurreição, todo poder, honra e glória. A Igreja, unida a seu Senhor, reconhece que sua missão é restaurar todas as coisas em Cristo (oração). Restaurar é dar-lhe o pleno humano e espiritual. “Aprouve ao Pai fazer habitar nEle toda a plenitude” (Cl 1,19). A grandeza de Cristo está unida à grandeza do Pai, pois, “Ele é imagem do Deus invisível, o Primogênito de toda a criatura, porque nEle foram criadas todas as coisas... tudo foi criado por Ele e para Ele” (15-16).

O senhorio de Jesus Cristo está acima de todo poder do mundo. É a Ele que oferecemos nosso reconhecimento e adoração. Muitos cristãos colocam outros poderes acima de Cristo: poder econômico, político, social, como ideologias e hedonismo. Deixam-se vencer pelas mesmas tentações que Cristo passou e foi fiel.
 
Reconciliar nele todas as coisas
 Ele é a cabeça do Corpo que é a Igreja. Igreja deve ser compreendida, não no sentido sociológico, mas de Reino de Deus que se expande. No seguimento de Cristo, a missão da Igreja é restaurar e dar a cada homem e cada mulher o direito de viver feliz e encontrar o sentido justo da vida. Cristo, em si, reunificou toda a humanidade dividida e nos reconciliou com o Pai, tornando-se nosso Pastor e Guia, como clama a profecia: “Es tu, que apascentarás meu povo e és tu quem serás o chefe de Israel” (2Sm 5,2). Sua missão de libertar continua em qualquer situação, como Ele o faz na cruz, acolhendo no seu Reino o ladrão: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,43). A missão de reconciliar tem sua meta: “Recapitular todas as coisas em Cristo” (Ef. 1,9-10). A festa de Cristo Rei ensina que Jesus dá sua glória: “Maior é aquele que serve” (Lc 22,27) . Ele é o rei coroado de espinhos, com o manto da púrpura de seu sangue e com o trono da cruz de onde correm rios de água viva e o sangue que purifica.
 
Jesus Cristo ontem, hoje e sempre !
 Como vivemos em um tempo de contradições da fé, é a hora de termos mais ousadia no anúncio de Jesus Cristo. Não precisamos agredir, mas saber mostrar com clareza nossa fé e seu conhecimento. Se quisermos que Cristo reine em nossos ambientes, é preciso fazer como Ele o fez. Cristo viveu o seu tempo integralmente e com fidelidade às leis, mas foi capaz de ir adiante, batendo de frente com aqueles que usavam da Palavra de Deus para proveito próprio e davam mais valor às tradições do que às pessoas e à verdade.

Bendizemos a Deus pelas coisas boas do mundo atual. Há também laicismo, confusão de valores e perseguição à Igreja. A festa de Cristo Rei quer orientar para o reconhecimento da primazia de Cristo que está junto do Pai, com poder e glória. Tem a missão de restaurar o universo, dando-lhe pleno valor humano e espiritual. O senhorio de Cristo está acima de todo o poder do mundo.  Ele é a cabeça do Corpo que é a Igreja que tem a missão de restaurar. Cristo em si reunificou a humanidade e nos reconciliou com o Pai, tornando-se nosso Pastor. Sua missão é libertar em toda situação. Assim Ele o faz na Cruz, dizendo ao ladrão: Hoje estarás comigo no Paraíso. A festa ensina que Jesus dá sua glória: Maior é aquele que serve. Como vivemos situações de contradições da fé, é hora de ter mais ousadia no anúncio mostrando com clareza nossa fé e seu conhecimento. Para que Cristo reine devemos fazer como Ele fez.  Jesus não entrava no jogo de ninguém, quando tratava de ser fiel em sua missão. E Ele foi até assim o fim. Morreu entre ladrões e, como se costuma dizer, um lhe roubou o Reino. A liturgia da palavra nos apresenta três faces deste rei: descendente de Davi, a Imagem do Deus invisível, e o Rei crucificado.             A festa tem um cunho de grandiosidade. Os textos da liturgia ensinam quem é esse Rei. É a realização da grande promessa de Deus que se concretiza iniciando por Abraão, Davi e chega ao Filho que veio para a aliança nova e definitiva. Ele é o Filho do Homem, mas é também o Filho de Deus, imagem do Deus invisível, criador com o Pai, tem a plenitude de Deus para reconciliar tudo em sua pessoa.  É o Servo Sofredor humilhado e crucificado. Ali, crucificado com dois ladrões, comparado a eles, torna-se uma fonte aberta para todos. A quem O aceita, é dado o Paraíso no mesmo instante: “Hoje estarás comigo no Paraíso”.  Roubarar o Céu não é pecado. Jesus faz em Si, um mundo novo, reconciliado.

Pe. Luis Carlos de Oliveira, redentorista


 

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