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Começe por você - Antonio Geraldo Wolff

Por: Família Missionária

 Quando você achar que tudo está errado e que alguém deveria fazer alguma coisa para melhorar, faça o seguinte: comece por você. Além de mais simples é muito mais fácil.  O poder de criticar os outros tem se transformado em ferramenta muito eficaz de se esconder as próprias deficiências. É muito comum conviver com pessoas que estão sempre reclamando, sempre esbravejando, sempre fazendo considerações críticas sobre tudo o que acontece.  Para essas pessoas tudo sempre parece lógico e coerente, porém, com relação a atitudes alheias.  A razão disso, além de ser de simples interpretação, é absolutamente fácil avaliar. São pessoas que querem  corrigir as atitudes dos outros, mas não as próprias. Isso contudo, não é nada que já não conhecemos e muito bem, pois são os “teóricos de plantão” que conhecem muito bem o que deve ser feito, mas, na prática,  nada fazem para melhorar e só reclamam. Essa, portanto, é a recomendação: iniciar mudanças pôr si mesmo, a partir de suas próprias idéias e de suas próprias ações.

 Pessoas com senso crítico e versatilidade de conhecimento teórico, têm uma função muito importante no contexto social. Elas enriquecem sobremaneira todas as suas participações e está sempre acrescentando aquele algo a mais que foi esquecido e que vai produzir efeito melhor. São pessoas que têm um conhecimento genérico abrangente e podem sempre dar contribuições importantes. Essas pessoas geralmente têm muita experiência e estão sempre adiantadas no tempo, vivem o tempo futuro. Se por um lado isso é positivo, por outro lado apresentam suas fraquezas. Todo o poder crítico, mesmo que com alegação de ser construtivo, estabelece uma depreciação ao que foi feito. Nem sempre a crítica enaltece, pois, se assim fosse seria um elogio. A crítica quando feita com o intuito de melhorar deve ser direcionada ao que foi feito e não a quem fez, o que nem sempre ocorre. Daí a premissa de que quem critica deve no mínimo fazer melhor.

 A condição do crítico não pode ser meramente crítica, despretensiosa e irresponsável, ela precisa ser ilustrativa, criteriosa e levar em conta o esforço despendido para realizar qualquer ato, ação ou mesmo intenção de sua realização.
 A crítica da crítica não justifica em nenhuma hipótese o enaltecimento do erro, ou sua aceitação, significa que somente a repetição de erros é que merecem ser criticados. Interpretações e conclusões precipitadas também não são bem vindas. A desconsideração à intenção usada é que não pode deixar de ser levada em conta, caso isso não ocorra, com certeza estaremos cerceando a iniciativa e a espontaneidade. Pessoas que são muito criticas inibem a liberdade e pôr conseguinte se tornam “chatas”. Quem critica sempre, nunca elogia e considera que a simples ausência da crítica já é um grande elogio, nunca se lembrando de enfatizar e enaltecer os acertos.   Olhar só defeitos e estar sistematicamente voltado para a preocupação de olhar erros e não virtudes é deixar de levar em conta a natureza do óbvio que nada mais é do que ver a mesma coisa por ângulos diferentes. O crítico é por definição um egoísta, não faz sua própria autocrítica e nem sempre tem opinião própria sobre o assunto criticado. Só olha para o “rabo” dos outros e não vê o próprio. Se fosse absoluto no mundo, faria tudo de sua própria forma, mas não teria quem o avaliasse e até o criticasse.  A crítica é sempre importante e necessária, porém, dependendo de quem vem, de onde vem e a quem é endereçada de nada serve e torna-se inócua, sem valor.
É por todos esses motivos e muitos e muitos outros que recomendamos, se você achar que tudo está errado e alguém (talvez você mesmo!) devesse fazer alguma coisa para melhorar... não espere, você é “a bola da vez”.
 

Antonio Geraldo Wolff
Consultor em Recursos Humanos


 

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