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O conhecimento conduz a libertação - Wilson Cotrim

Por: Família Missionária

Assisti recentemente entrevista do Frei Leonardo Boff para uma emissora de televisão. Ele pronunciou uma frase que soou bem e gostaria de partilhá-la com mais pessoas. Embora com palavras diferentes, a frase tinha o seguinte sentido: “Vemos hoje que as pessoas estão aprendendo mais com o sofrimento, com a dor pela qual passam  do que com a reflexão da história”.

O teólogo Leonardo Boff fez esta colocação com pesar e, com o mesmo sentimento constatamos a urgência de unirmos esforços visando a tomada de posse de nossa história por meio da conscientização dos passos que foram dados por nossos antepassados e dos passos que já demos até agora.

“Cair na Real” é muito bom.

Entretanto, melhor que “cair na real” através da dor, do sofrimento provocados por acontecimentos que nos parecem repentinos, mas que tem causas que poderiam ter sido evitadas lá atrás como por exemplo, as enchentes, que ocorrem com poucos minutos de chuva (alagamentos de ruas, de bairros e até de cidades inteiras); é “cair na real” lendo e/ou relendo a história, a nossa história, a história da sociedade. Tomar posse da história significa conhecer.
 
Quem tem conhecimento, tem posse
e passa a ser sujeito da história.

Se o conhecimento for partilhado com os outros membros, todos ganhamos, porque uma sociedade que conhece sua história, com os erros e acertos, está pronta para planejar o futuro consciente do que deseja. E é no tempo presente que a sociedade, de forma consciente, solidária constrói o futuro com planejamento.

Para alcançarmos o nível de sociedade, consciente de sua responsabilidade,
que cultive os valores do bem, da justiça, da vida
é urgente não perdermos tempo em futilidades.

Dediquemos o nosso tempo, que é precioso, investindo-o no diálogo em família: dos pais entre si, dos pais com os filhos, dos irmãos uns com os outros, nem que para isso tenhamos que deixar a TV para terceiro... ou sétimo plano; dediquemos tempo no cultivo da fé em comunidade; em trabalhos voluntários em prol dos mais necessitados, em gestos concretos de solidariedade que nos fazem crescer como pessoas e que fortalece a unidade da sociedade tendo em vista a construção da paz e da justiça em nosso meio. Dediquemos ainda o nosso tempo ao lazer que relaxa o corpo e a mente e nos deixa ainda mais aptos para o cumprimento de nossa missão. Dediquemos nosso tempo viajando pela história visitando os Museus que é um modo fácil e rápido de lermos o passado; dediquemos nosso tempo assistindo exposições que nos mostram as idéias futuristas de pensadores que expõe suas idéias, seus projetos e seus sonhos por meio da arte em suas diversas manifestações; dediquemos nosso tempo assistindo a bons filmes, a peças de teatro, lendo um livro agradável... Enfim, temos muitas maneiras e de muitos modos podemos investir nosso tempo.

Uma coisa, porém, é certa:
se deixarmos de usar o que Deus nos deu de graça:
a inteligência,
que nos possibilita a capacidade de análise, de discernimento e de posição frente à realidade,
estaremos negando nossa própria existência como seres ativos
e, com nossa inércia, deixaremos que outros tomem decisões por nós.

Assim acontecendo, passaremos pela vida sem conhecer seu verdadeiro sabor.

Estaremos, assim, reproduzindo a estória de vida daquele “escravo” que, bem antes da velhice, perdeu suas forças tendo seus ossos entrado em fragmentação. Desde que nasceu seu leite foi sugado, no seio da sua mãe, pelo filho do “senhor”. Ao crescer, obediente ao “senhor”, não tomava leite das “vacas” da fazenda porque o “grande senhor” havia predito que manga com leite não combinavam e, se assim misturasse, morte certa teria aquele que abusasse. Esse escravo da estória gostava muito de manga e, com isso, não teve prazer em tomar leite e até acomodou-se. Resultado: passou pela vida sem provar o gosto do leite e, pior: em época de escravidão, sem recursos da medicina, morreu com o sofrimento provocado pela doença.

-É isto que queremos para nós?

-Fiquemos atentos e pensemos:
Só sentiremos o gosto, o sabor da vida se nos dedicarmos a ela,
de forma intensa,
por meio de todos os dons recebidos de graça e por graça,
tais como:
o dom da Inteligência, que nos propicia o raciocínio sobre os fatos que os discernimos pelo dom da Ciência, do conhecimento.
E é com a Sabedoria que podemos tomar
a melhor posição frente à realidade.
Cultivemos o dom da Fortaleza
que não nos deixa voltar para trás diante dos desafios
e nos fortalece para seguirmos adiante na missão.
Com atitudes de Respeito ao que nos criou e nos fortalece,
nosso Deus,
pratiquemos as virtudes da obediência,
cultivando a fé por meio da Piedade
e estaremos prontos a ouvir bons Conselhos
e também transmitir bons Conselhos
que nos torna ainda mais próximos de nosso Criador
como seus instrumentos
na construção de um mundo mais justo, solidário e fraterno.

   W i l s o n   C o t r i m
      Jornalista/Teólogo
 

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