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Coordenar - Dom José Alberto Moura

Por: Família Missionária

O poder e o serviço de coordenação têm dentro de si o potencial de arte e missão. Exercidos para o proveito pessoal, em detrimento de sua razão de ser em servir a comunidade, com verdadeiro ideal de ser-lhe útil, tornam-se exercício perigoso de comando arrasador e de desproveito ao bem comum.

Vemos isso na história humana, em todas as esferas, principalmente na política e na religião. O poder exercido para impor o que é proveitoso para os que comandam em detrimento do povo é pernicioso, mesmo sendo exercido por eleição.

No comando da barca de Pedro temos, acima de tudo o que é institucional e humano, o fator do mandato de Cristo: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,15.16.17). É um poder transferido de quem o tem em si para o que por si não tem, mas o assume por mandato superior. O espírito de fé das ovelhas é essencial para o efeito do exercício do mandato. No entanto, o seguimento é a quem outorgou o mandato, o Filho de Deus. Seguir a Cristo é o fundamental na obediência a quem exerce o mandato em nome dEle. Pedro é instrumento no exercício do mandato. Por isso, ele deve ser entendido em sua vocação de coordenação, para termos um rebanho unido em torno do Pastor, que é Cristo. Mas o que atua na missão de coordenação deve ser respeitado justamente na sua missão. A fé do discípulo de Cristo o faz respeitar quem Ele instituiu para coordenar o pastoreio de sua Igreja, mesmo sendo quem tem suas características e realidades do que é humano.    Por isso, o poder de Pedro é circunscrito à sua missão de pastoreio e não de comando para outros objetivos. É, então, poder ligado necessariamente ao serviço próprio de seu mandato. O que estivesse fora disso não se colocaria dentro de sua função.

De modo análogo, o exercício do mandato de qualquer outra instituição ou pessoa deveria ater-se ao encargo outorgado por quem escolheu seus dirigentes. Nenhum mandato é plenipotenciário ou divino. Se o fosse, no que se refere ao ser humano ele seria despótico, por faltar-lhe o que é divino, com a sabedoria, o discernimento e o poder de estar acima do bem e do mal.  Parece termos pessoas com esse tipo de esquizofrenia paranóica exercendo mandatos.

Infelizmente temos tido, principalmente em cargos políticos, quem os exerce com a estrapolação de sua função, outorgada pelo povo. Este é o patrão. O político é empregado do povo e recebe muito, no Brasil, como salário para o exercício de sua missão. O povo tem o direito e o dever de exigir dos políticos seu serviço de acordo com suas necessidades. Ele  paga tributos para ser servido de acordo com suas necessidades. A comunidade deve se manifestar ordeiramente em relação a tudo o que tem precisão.

Nem sempre o cargo de coordenação é fácil. Há quem o  exerça para tirar vantagens econômicas e sociais. Há quem o aceite com a missão de servir. Aí se sublinhe a vocação de disponibilidade para prestar real promoção do bem à sociedade. Elejamos tais pessoas para termos melhores comandos, lideranças e coordenações que ajudem a todos a caminharem com mais dignidade e justiça.

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