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E o verbo se fez carne - Pe. Luiz Carlos de Oliveira

Por: Família Missionária

O nascimento do Filho de Deus na carne da humanidade, é um acontecimento único dos tempos que o mundo existe. Deus, querendo nos oferecer a participação de sua Vida, deu-nos seu Filho. Lucas, ao narrar o nascimento de Jesus, mostra que não é um fato inventado. Foi um momento na história da humanidade. Houve um dia, num tempo determinado, num local indicado pelas profecias (Belém), numa circunstância: durante o recenseamento. Isto quer indicar que Ele é um da humanidade. Nasceu pobre, entre os pobres e onde repousavam os animais. Foi anunciado pelos anjos e visitado pelos humildes pastores. Foi apresentado aos Magos, representando todos os povos. Temos diversos textos na celebração do Natal. S. João mostra que Ele se fez Carne como a nossa: A Palavra se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14). Ele é a Palavra que fala as Palavras de Deus. As leituras traduzem a alegria e luz. Ele é a Luz que ilumina todos homens (Jo 1,9). Os Anjos apareceram aos pastores cheios de luz e cantos de alegria desejando a paz. Rezamos: “Deus que iluminastes esta noite santa com a claridade da verdadeira luz” (Oração). A luz nascida do alto dá alegria ao mundo inteiro, como diz o profeta:

“O Povo que andava na escuridão, viu uma grande luz” (Is 9,1). Nasceu-nos um Menino! Por que um Menino? Porque nasce da raça humana, ligado a ela em tudo, menos no pecado (Hb 4,15). Fez o caminho de todo homem. Dá à carne humana a capacidade de estar plenamente unida a Deus. Como é gerado de Deus é gerado na natureza. O nascimento está intimamente ligado à ressurreição, com a qual Ele é o Vivo, ressuscitado para sempre. O canto do “Glória” reflete o acolhimento do Rei Universal em sua cidade. A glória do Recém-Nascido é a mesma do Ressuscitado.
 
Nossa natureza divina
 
É belo olhar o Menino deitado no cocho dos animais sobre palhas. Para Deus, ouro ou palha valem pelo tesouro que guardam. Na pessoa de Jesus, em uma unidade substancial, se deu o “admirável comércio” (Hino do Natal): “O céu e a terra trocam seus dons”. Rezamos: “Dai-nos participar da divindade daquele que uniu a vós nossa humanidade” (oferendas). A troca de presentes acontece na pessoa do Filho de Deus que nos dá a divindade e nós lhe damos a humanidade. Com o nascimento de Jesus inicia-se o caminho de transformação da pessoa humana na divindade que o Filho nos deu ao unir-se a nossa humanidade. Acolher é participar. É uma nova dimensão da humanidade: Viver a vida de Deus, quando Deus vive a nossa. De sua plenitude nós recebemos graça sobre graça (Jo 1,14).
 
Encarnação, caminho cristão
 
Há uma dimensão social na encarnação do Filho de Deus: “Apareceu a benignidade de nosso Deus” (Tt 2,11). Esta graça amorosa, isto é o abraço de Deus é um dom a ser continuado através de nós. O Natal é um caminho para nós. O Natal é amor. S. Afonso escreve: “Não sei como não se incendeiam as palhas, o presépio, a gruta e tudo mais pelo fogo do amor que manifesta”. Nossa missão o Natal é levar adiante a alegria do Amor que se faz nossa salvação.  E Maria que guardava todas estas coisas meditando em seu coração, é o modelo da atitude que temos que adotar diante dos mistérios que vemos e celebramos: contempla, meditar e agir. Isaias proclamou uma renovação e uma libertação porque nasceu um pequenino (Is 9,5). A grandeza de Cristo está em colocar todos os seus dons a serviço da redenção de todos.

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, Redentorista

 

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