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Homens e mulheres da Bíblia, hoje e sempre - Dom José Francisco Rezende Dias

Por: Família Missionária

No seu livro “Sobre o Céu e a Terra”, o Papa Francisco faz questão de ressaltar o quanto Deus quis e quer o mundo, e como Deus considera a bondade que existe no mundo. Na página de abertura da Bíblia, logo no primeiro capítulo do livro do Gênesis, o autor sagrado afirma seis vezes que Deus considerou bom a tudo o que fez (Gn 1, 10.12.18.21.25.31). Mas, observe: o fato de o autor ter mencionado seis vezes – e não sete, como era de se esperar – indica que há imperfeições no mundo. Sete seria o número perfeito. Seis é o número do quase perfeito. Há um “quase”! Falta uma demão de tinta na criação do mundo. Deus deixou a você a tarefa de dar essa demão de tinta. Você também é criador.

É isso que viemos observando nesses dias do mês da Bíblia: como viveram e atuaram os homens e mulheres dos quais aquelas páginas se ocuparam. O último gesto do Gênesis não significa que Deus parou de criar. A última palavra do Apocalipse não significa que Deus deixou de falar. Ele cria e fala, agora, através de mim e de você. Deus não desistiu de criar e de falar com o homem e pelo homem. Mas há momentos em que Deus fala mais forte. Um deles foi a visita do Papa Francisco na JMJ.

De tudo o que vi, o que mais me chamou a atenção foi a disposição do Papa em vir ao nosso país de carro e coração abertos. Nenhum vidro separando, nenhum medo desmotivando. Ele subia e descia do papamóvel, abraçava as pessoas, agarrava no ar objetos que lhe eram atirados, sentava-se, levantava-se, e descia outra vez... E isso se repete na Praça de São Pedro, em Roma. E irá se repetir de novo em todos os lugares por onde ele passar.

Será que ele não tem medo? – perguntam as pessoas.

Mas do que ele teria! – respondo eu. De um atentado e da morte? Pois eu acredito vivamente que ele esteja tão consciente da sua missão, e da presença de atuação de Deus nela que, diante disso, a morte perdeu seu posto de nossa mais antiga inimiga. “Nem a morte nem a vida... poderão nos separar do amor de Deus...” (Rm 8,38).

Talvez essa seja a maior pregação do Papa Francisco ao angustiado e amedrontado mundo moderno. É nisso que ele se tornou porta-voz de Deus a um mundo que de tão centrado em si mesmo perdeu seu próprio centro. Nem a morte impõe medo àquele homem que, aos 76 anos, resolveu começar tudo de novo, disposto a ir até o fim. Com voz mansa e jeito certeiro, ele continua um caminho traçado desde Abraão, seguido depois por incontáveis homens e mulheres, que a seu modo escreveram a letra de Deus no mundo, falaram Sua voz, amaram com o amor Dele, mostraram o Seu jeito de ser.

Você também, meu amigo, minha amiga, é herdeiro daquele caminho. Você topa seguir por onde aquela trilha lhe levar? Então, pise firme nas pegadas que foram deixadas. E não se esqueça de pedir: “Senhor, não desista de mim. Se eu me perder, como ovelha, procurai-me” (Salmo 119,176).

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