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Autoridade - Dom José Alberto Moura

Por: Família Missionária

Toda autoridade vem de Deus. Mas é condividida pela mediação do povo em várias circunstâncias, como a do voto, para a eleição política e da autoridade em outras instituições. Quem é eleito tem de prestar contas aos eleitores e a Deus. Quem não é temente a Deus às vezes procura tapear o povo, roubando a autoridade para se servir do que não é seu. O povo tem o direito de tirar o cargo de quem o trai, pois ele está traindo a autoridade que vem do próprio Deus. O povo tem de saber sobre sua pura mediação por ser instrumento de Deus para eleger seus representantes. O povo tem direito de ver seus impostos aplicados a seu serviço na educação, na saúde, na segurança, na infraestrutura...

A lei da “ficha limpa” deveria ser um meio importante para as autoridades competentes respeitarem o voto do povo, a quem devem representá-lo na coisa pública. As próprias autoridades judiciais deveriam também exercer o cargo, sabendo que só cooperam com a justiça quando ajudam o povo a ter realmente justiça em relação aos seus direitos de cidadãos. Não deveriam julgar por interesse político ou baseadas no juridismo ou interpretação literal ou puramente legalista!

No texto bíblico vemos narrativa da prática ou do exemplo de Jesus: “Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois,  ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei” (Marcos 1,22). Nem sempre os mestres ensinam com autoridade, como no caso de líderes da época de Jesus. A autoridade tem de ter “moral”, ou seja, caráter, ética, e outros valores  de quem sabe realizar o bem, a justiça, a honestidade, servindo realmente  a sociedade.

Estamos carentes de verdadeiros mestres com essas qualidades. É verdade que os temos e muitos. Mas precisamos muito mais, especialmente no quesito da política. Quanto dinheiro é pago e o resultado é, por vezes, decepcionante! Há quem só queira se eleger ou reeleger, com o uso do clientelismo barato e, até, com a compra do voto. Muitos do povo, também corruptos, vendem seu voto até a preço de pequenos favores de políticos desqualificados eticamente.

Como é bom termos pessoas de altivez de caráter, que servem a sociedade com ideal de servir e promover o bem, a partir dos mais deixados de lado na convivência social! O bom político sabe preservar o seu bom nome, através de sua conduta coerente com a altivez de caráter, honestidade e tenacidade na busca do ideal de servir ao bem comum. Ele, com estas qualidades, mesmo com pouco dinheiro faz muito. Ao contrário, não realiza o benefício devido à comunidade que o elegeu.

Como é bom termos pessoas de fé religiosa, que não medem esforços para serem como fermento no meio de muitos que só pensam em si e traem a confiança do povo!

Jesus era admirado: “E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros:  ‘o que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade...” (Marcos 1,27).
 

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