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Sede do Ministério - Dom Demétrio Valentini

Por: Família Missionária

Ter sede é mais importante do que ter fome. Podemos ficar 40 dias sem comer, dizem os místicos. Mas não podemos passar este tempo todo sem beber.

Esta absoluta necessidade de água para o organismo, remete para outra necessidade, ainda mais fundamental A urgência de saciar nosso espírito. Como o organismo precisa se hidratar, nosso espírito precisa se impregnar dos ingredientes que o fazem existir: a capacidade de sintonizar com a verdade, captar a harmonia do universo e perceber o sentido da vida.

Explicam os médicos que ter sede e fome é sinal positivo. O organismo solicita o atendimento de suas necessidades. A situação complica quando o organismo não percebe suas carências, e passa a prescindir delas, como se não fossem importantes.
Alertam ainda que o perigo mais freqüente mora junto aos adultos, que mais facilmente deixam de emitir os sinais de alerta. a respeito de suas necessidade. Um adulto sente menos sede do que uma criança.

Depois de certa idade, o instinto natural precisa ser complementado pela decisão consciente. É aconselhável tomar água mesmo se não sentimos sede. De tal modo que até a própria sobrevivência atesta a importância de acionarmos nosso espírito, não só nossos instintos. Estes têm vida mais curta, e apostam que o organismo saiba prescindir deles, sem deixar de satisfazer as necessidades apontadas por eles.

Passando agora do símbolo para a realidade, no início de fevereiro costumam se manifestar muitos sinais de uma sede espiritual que o povo expressa de diferentes maneiras. Basta conferir as muitas procissões do dia dois de fevereiro, data que tem sua origem no Evangelho, lembrando como Jesus foi consagrado a Deus, 40 dias depois do seu nascimento.

Pois bem, esta festa iniciada em torno de um fato bem concreto, foi assumindo outras dimensões religiosas, todas decorrentes da consagração de Jesus no templo de Jerusalém, reconhecido pelo velho Simeão como “luz das nações”.

A data acabou ficando a festa da luz, que tem nas velas o seu símbolo tradicional, e que lembra o farol a iluminar os marinheiros.
Daí ficou fácil para a tradição transbordar do seu episódio inicial, e se traduzir em festa de Nossa Senhora dos Navegantes, celebrada em muitos lugares do Brasil, sobretudo próximos a rios ou ao mar.

Mas no Brasil, esta “festa da luz” tomou a forma de outras tradições religiosas, ligadas, sobretudo à “deusa das águas”, a “iemanjá” como já é costume antigo e tranquilo que aconteça.

As manifestações religiosas, sejam quais forem, trazem semelhanças que precisam ser bem identificadas. Em princípio, exercem a função de “símbolos”, que evocam verdades superiores às nossas preocupações cotidianas.  Servem de alerta, para procurarmos saciar nossa sede de significação mais profunda da vida.

O bom senso aconselha respeitar estas manifestações religiosas, seja qual for a fisionomia que assumam. Pois não é o caso de amaldiçoar a sede. Mas de garantir água limpa e boa, que sacie verdadeiramente.

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