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Olhar para aprender - Dom Nelson Westrup

Por: Família Missionária

O período da Quaresma oferece ocasião especial para crescermos na identificação com Cristo, para aprendermos a ter “o mesmo sentir e pensar que no Cristo Jesus” (Fl 2, 5). Assemelhar-se a Jesus é o ideal a ser perseguido com todas as nossas forças, fazendo dessa busca o projeto essencial de nosso peregrinar na fé. Para a consecução desse ideal é preciso contemplar o rosto e o coração de Cristo. “Olhando” para a pessoa de Cristo, aprenderemos o que fazer e como fazer para tornar-nos semelhantes a Ele... Olhando para Ele, aprenderemos tudo o que é necessário ser e fazer para configurar-nos a Ele.

Um dos caminhos mais curtos para crescermos em semelhança a Cristo é imitá-Lo na missão que veio realizar: “eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6, 38). Ou ainda: “Será que não vou beber o cálice que o Pai me deu?” (Jo 18, 11); “Aquele que me enviou, está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque eu sempre faço o que é do seu agrado” (Jo 8, 29). Estas expressões de Jesus fazem ver o critério fundamental de seu comportamento. Na verdade, sua única ocupação e preocupação residiam no fazer a vontade do Pai. Misteriosamente Ele havia dito à sua mãe: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devo estar naquilo que é de meu Pai?” (Lc 2, 49).

Desde a sua infância até à morte de cruz, há uma constante na vida de Jesus: fazer a vontade do Pai. Também no momento extremo de sua angústia na agonia, a oração de Jesus foi: “Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua!” (Lc 22, 42; Mc 14, 36; Mt 26, 39).

Contemplando o mistério da obediência incondicional de Cristo, Paulo escreve: “humilhou-se, fazendo-se obediente até à morte e morte de cruz!”

(Fl 2, 8). A lógica, a coerência da vida de Jesus, têm por critério último “fazer a vontade do Pai”. Tal critério unifica todas as atitudes de Cristo. Tudo o que diz e faz traz a marca do cumprimento fiel da vontade do Pai.

Nossa vida cristã tem sentido à medida que formos fiéis ao plano de Deus. Cabe a nós identificar e discernir a vontade de Deus. Isso exige despojamento, disponibilidade, obediência. Como é difícil “obedecer”, tornar-se obediente a Deus! Por isso, olhemos para Jesus. Dele aprenderemos o segredo da obediência feliz. Ela traz a marca da cruz; caso contrário, não é obediência cristã. Jesus fez da obediência o sinal do seu amor filial e da sua fidelidade total ao Pai. Quando a obediência for sinal de amor filial, ficaremos mais semelhantes a Cristo.

A hora máxima de Jesus é fazer a vontade do Pai. Fez da obediência o seu pão amassado em sofrimento para nossa salvação. Hora de obedecer é hora de sofrer. Cristo morre para obedecer, porque obediência é vida.

A nossa hora grande é fazer-nos obedientes com Cristo, até à morte. Com Ele aprenderemos a difícil arte de obedecer. Pela obediência a nossa personalidade humana cresce e amadurece, até chegar à plenitude de nossa estatura em Cristo.
 

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