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3o Domingo da Páscoa: os discípulos de Emaús - Cônego Celso Pedro

Por: Família Missionária

3o Domingo da Páscoa: os discípulos de Emaús

At 3,13-15.17-19; Sl 4; 1Jo 2,1-5a; Lc 24,35-48

Maria Madalena, Pedro e o Discípulo amado viram o túmulo vazio. Tomé viu Jesus Ressuscitado e tocou em suas santas chagas. Hoje os Onze Apóstolos reunidos com outros discípulos e os dois discípulos de Emaús veem Jesus, que se coloca vivo no meio deles. Os dois discípulos de Emaús tinham encontrado Jesus no caminho e o reconheceram quando partiram o pão na refeição que tomaram juntos. Mas Jesus desapareceu, e os dois voltaram logo a Jerusalém para contarem aos outros o que tinha acontecido. Estavam falando quando Jesus entrou e desejou a todos a paz. Quem nos conta o acontecimento de hoje é São Lucas. Todos ficaram assustados, mas Jesus os convidou a tocar em suas chagas para verem que não era um fantasma e sim Ele mesmo. Depois comeu um pedaço de peixe assado confirmando que era o mesmo Jesus, agora ressuscitado. Jesus manteve com eles uma conversa carinhosa. Ajudou-os a compreender o que Moisés, os Profetas e os Salmos falaram sobre Ele.

Compreender sobretudo que o Cristo devia sofrer e ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e que no nome de Jesus deviam ser anunciados a todas as nações, começando com Jerusalém, a conversão e o perdão dos pecados. Aquele grupos e os que viessem depois deveriam ser testemunhas de tudo isso, os primeiros porque viram, os demais, pela fé. As três primeiras semanas da Páscoa confirmam nossa fé no Cristo morto e ressuscitado. Os primeiros discípulos puderam fazer a experiência do contato com Jesus Ressuscitado e deixaram por escrito o que viram e o que viveram. Os que vieram depois deram continuidade ao primeiro testemunho que chegou intacto até nós. No meio do caminho houve ensinamentos errados, comunidades se separaram, ambiciosos criaram Igrejas para o benefício próprio. No entanto, a fé original foi transmitida e salvaguardada ao longo dos séculos pelos verdadeiros fiéis amparados pelo magistério de Pedro. O próprio Pedro, já no início, sabia que atitudes partindo da ignorância podiam ter consequências desastrosas, embora Deus nunca perca e saiba “escrever certo por linhas tortas”. Assim Pedro disse aos judeus: “Vocês rejeitaram o Santo e o Justo, e pediram a libertação para um assassino. Mataram o autor da vida, que Deus ressuscitou e disso somos testemunhas”. E, então, Pedro continua de forma muito realista: “Eu sei, irmãos, que vocês agiram por ignorância, assim como os seus chefes”. O resultado de tal ignorância foi a realização das promessas que Deus fez pelos profetas.

Foi assim que a comunidade de Jesus passou por cismas e divisões, nem sempre pela má vontade das pessoas e sim pela ignorância dos termos da discussão. É verdade que às vezes tanto o orgulho quanto a ganância fazem surgir fundadores de Igreja. Todos um dia darão contas a Deus de suas ações. A comunidade do apóstolo São João experimentou desde cedo a divisão, por isso o apóstolo escreve: “Quem diz ‘Eu conheço a Deus’, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. O amor de Deus se realiza plenamente naquele que guarda sua Palavra”. Daí a importância de conhecer a Palavra de Deus e observá-la. Tudo o que Deus nos mandou praticar se resume no amor: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. O amor fraterno, que se mostra na sensibilidade de uns para com os outros, nos torna sábios, e acertadas as nossas decisões. Quem assim vive cumpre toda a Lei e será julgado puro e irrepreensível.

Cônego Celso Pedro

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