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Vencedor da morte - Pe. Luiz Carlos de Oliveira

Por: Família Missionária

A Ressurreição não é só uma festa, mas uma realidade da qual participamos. Deus Se revelou a nós na Pessoa de seu Filho Amado, Jesus. Ele inaugurou entre nós o Reino e, passando pela morte e ressurreição, nos redimiu e abriu para nós as portas da eternidade. Participamos de sua Vida, na comunhão da Trindade. Pedro, na casa de Cornélio, resume o anúncio que os apóstolos faziam sobre Jesus afirmando que estava vivo: "Desde o Batismo Deus ungiu Jesus com o Espírito Santo para a missão. Ele passou entre nós fazendo o bem. Somos testemunhas de todos estes fatos. Deram-lhe a morte.

Mas Deus O ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se não a todo povo, mas a nós que comemos e bebemos com Ele depois da ressurreição dos mortos. Ele mandou pregar ao povo que Deus O constituiu Senhor dos vivos e dos mortos. Quem Nele crê tem a vida eterna" (At 10,34-43). A pregação não constitui só um anúncio de palavras, mas tem o mesmo poder com o qual Deus ungiu Jesus (38) e O ressuscitou. Se a morte de Jesus foi um caos de dor, sua ressurreição foi um temporal de alegria. Não podemos imaginar o que seja ter de volta vivo e presente, Aquele que há  três dias fora morto e enterrado. Deve ter sido maravilhoso. O primeiro momento foi com Maria Madalena. Ela foi ao túmulo e não O encontrou. Maria corre para contar para os discípulos Pedro e João. Estes correm para o túmulo, vêem-no vazio, com os panos e faixas por ali. Pedro entrou e viu. João entrou e acreditou.

Não basta ver, é preciso acreditar que vive. Por que João afirma que o pano que cobria o rosto estava de lado? Os judeus cobriam o rosto ao serem enterrados. Este véu não cobre mais o rosto de Jesus. Quer dizer que vive na visão do Pai, pois Ele é Deus. Vendo-o, vemos Deus (Jo 12,45). Viram e creram. Nós cremos sem ver. É a fé. Pedro vê, o discípulo amado vê e crê. "Morrendo destruiu a morte, ressurgindo, deu-nos a vida" (Prefácio). A Palavra de Deus afirma nossa participação na Ressurreição pela fé: "Se ressuscitastes com Cristo" (Cl 3,1). O mesmo Espírito Santo pelo qual ressuscitou Jesus tem a mesma força de ressurreição em nós. A ressurreição de Jesus transforma totalmente a vida dos discípulos. O vigor com que anunciam Jesus só tem explicação na força da fé transmitida por Cristo Ressuscitado. Isso o demonstra a presença de Pedro na casa do pagão Cornélio. Não ter medo de se misturar. A visão de Pedro é a libertação das barreiras. Há em algumas igrejas medo de misturar-se. "Nossa vida está escondida com Cristo em Deus" (Cl 3,3).
 

A Ressurreição não é só um fato do passado, mas penetra a vida da Igreja e de cada discípulo. É Luz e Vida. Cada celebração é um renascimento e o sustento da vida do povo de Deus. Rezamos: "Sacrifício pelo qual a vossa Igreja maravilhosamente renasce e se alimenta"(oferendas). Por isso temos a insistência de João sobre o primeiro dia da semana, o domingo, dia do Senhor. Os sacramentos atuam em nós a redenção: "Renovados pelos sacramentos pascais, cheguemos à luz da ressurreição" (Pós-comunhão). O povo que acolheu Jesus, agora deve fazer a caminhada para o alto, onde Ele junto de Deus (Cl 3,2)  e anunciar como Maria Madalena que o anunciou.
Celebrando a Ressurreição vivemos a realidade da qual participamos. Deus nos salvou em Jesus por sua Morte e Ressurreição. Pedro, na casa de Cornélio, apresenta a síntese da pregação sobre Jesus. O acontecimento fez a mudança na vida dos discípulos. Pedro e João vão ao túmulo. Aquele viu, este acreditou. Jesus agora, sem o véu, vê o Pai e nós o

Nós participamos da ressurreição de Jesus com a mesma força do Espírito que o ressuscitou. Seu vigor vem da fé transmitida pela Ressurreição. Podemos vê-lo na presença de Pedro na casa do pagão Cornélio. Não há o que temer. Nossa vida está escondida com Cristo em Deus.
A Ressurreição penetra a vida da Igreja e de cada discípulo. Cada celebração é o sacrifício pelo qual a Igreja renasce e se alimenta. Renovados pelos sacramentos, chegamos à luz da Ressurreição. Como Madalena cremos e anunciamos.
Por que primeiro às mulheres? Se a morte de Jesus foi um caos e dor, sua ressurreição foi uma enxurrada de alegria. Não podemos imaginar o que seja ter de volta vivo e presente, aquele que há  três dias fora enterrado sem esperanças. Deve ter sido uma loucura. Inacreditável!

O primeiro momento foi com Maria Madalena. Foi procurar um morto e não o encontrou. Desapareceu. Maria corre para contar para os discípulos Pedro e João. Estes correm para o túmulo, vêem-no vazio, com os panos e faixas no chão. Pedro entrou e viu. João entrou e acreditou. Não basta ver, é preciso acreditar que ele vive.
Madalena que fora a pecadora, agora é a anunciadora. Assim, o povo que antes acolhera Jesus, agora deve acreditar que Ele vive e é o Senhor. Agora é nossa vez de fazer a caminhada para o alto, onde Ele está. E anunciar.
 

Padre Luiz Carlos de Oliveira, Missionário Redentorista

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