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Fogo do céu - Dom José Alberto Moura

Por: Família Missionária

A torre de Babel narrada pela Bíblia mostra a verdadeira confusão e o desentendimento humano quando as pessoas querem comunicar-se com Deus mas não seguem suas orientações (Cf. Gênesis 11,1-9). O abismo entre o discurso sem a prática adequada da fé faz com que a confusão das línguas ou projetos de vida tornem as pessoas humanas desunidas para a construção de uma vida de possibilidade cidadã para todos.

Jesus veio se colocar à nossa frente, ensinando o que e como fazer para termos vida de sentido e qualidade. O “cada um para si” não resolve o problema de cada pessoa, mesmo se ela tiver tudo o que quer, pois, somente se realiza quem dá de si pelo bem do semelhante. Após cumprir a missão que o Pai lhe deu de Conseguir alcançar o objetivo de vida de todo o ser humano, o Espírito Santo é enviado aos discípulos. Línguas de fogo lhes caem em cima como  para os santificar e lhes dar o ardor missionário. Deste modo, eles tiveram o impulso necessário para realizarem o mandato de Jesus: “Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos” (Mateus 28,19). Mas, tornarem-se discípulos requer autenticidade de amor e fraternidade entre os mesmos. Isso nem sempre ocorreu na história, com as divisões. Jesus queria união dos discípulos assim como Ele mesmo e o Pai são unidos.

Com a ação do Espírito Santo a conversão dos corações e das atitudes acontecem. É necessária a abertura a essa ação. O diálogo, a valorização do que é positivo, os pontos comuns, a busca da compreensão da história e da boa vontade do outro, a união de esforços para o serviço à vida e à promoção do bem comum, assim como a oração, são meios importantes para os cristãos divididos poderem se expor à ação do fogo do céu enviado pelo  Espírito Santo.

Encerramos na festa de Pentecostes a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Muitos valorizam esta Semana e até promovem outros momentos de reforço na oração para ajudarem a particare o diálogo ecumênico frutuoso. Afinal, inúmeros falam e muitos, de fato, seguem o Mestre. O cerne da prática do ensinamento de Jesus é o amor. Sua Palavra, os dons do Espírito Santo e a boa vontade nos moverão mais para o testemunho de vida coerente com a fé no Filho de Deus!

Paulo nos lembra a realidade de formarmos um só corpo: “De fato todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo” (1 Coríntios 12,13). Deixar-se conduzir pelo Espírito necessariamente nos move à maior união, compreensão e atuação para testemunharmos que, de fato, seguimos a Cristo, vivendo o amor entre nós mesmos, que nos dizemos cristãos. As separações históricas não nos devem motivar para acentuá-las. A ação do Espírito não nos move a fazer qualquer coisa como válida, dizendo ser obra do mesmo Espírito Santo. Ele vem nos despertar para usarmos os dons diferenciados para a promoção do bem comum. Por isso, pode-se distinguir entre idéias   ou vontade pessoal e a real ação do Espírito, justamente na prática da união, do respeito e do amor vivido entre nós, com a obediência  à vontade de Deus. Esta se manifesta no que Jesus afirma e é explicado por quem Ele deixou para nos ensinar. O ecumenismo (ou diálogo e fraternidade) entre os cristãos manifesta o caminho na direção do desejo de Cristo.
 

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