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Domingo de Pentecostes: A vinda do Espírito Santo - Cônego Celso Pedro da Silva

Por: Família Missionária

Da boca do Pai sai, desde sempre, a sua Palavra, que se faz homem e vem morar entre nós. Da boca de Jesus, a Palavra de Deus encarnada, sai, desde sempre, o Sopro, que é o Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade. Jesus é o nosso Defensor que permaneceu em nosso mundo como verdadeiro homem, e como homem deveria partir um dia. Ele rogou ao Pai e este nos deu outro Defensor, que permanece sempre conosco, não limitado ao tempo e ao espaço, mas, como Vento, livre ao ritmo da nossa vida. Ele é o Espírito da verdade, que nos leva à plena verdade, que nos ensina tudo e nos recorda tudo o que Jesus nos disse. Conversando com Nicodemos, Jesus lhe disse que “o Vento sopra onde quer. Você ouve o seu ruído, mas não sabe de onde vem nem para onde vai.

Assim acontece com todo aquele que nasce do Vento”. Podemos substituir a palavra “Vento” por “Espírito” com o mesmo sentido. A palavra “Vento”, porém, nos leva imediatamente ao fenômeno que conhecemos da brisa suave, da ventania, da sensação de algo que toca a nossa pele, mas que não podemos ver nem pegar. O vento é o ar em movimento. O ar é uma mistura de gases. O gás é uma matéria sem forma e sem volume. Tudo isto é comparação para a compreensão de algo que conhecemos por experiência e cujos efeitos sentimos. Jesus explicava a Nicodemos que quem nasce da carne é carne, quem nasce do Vento é Vento. Todos nós nascemos do Espírito que se derramou sobre a humanidade quando Jesus entregou a sua vida pela nossa salvação.

E nós, cristãos, ao sermos batizados, recebemos a revelação dessa verdade e nos tornamos conscientemente “nascidos do Espírito” ou do “Vento”. Constantemente movida pelo Espírito, a Igreja, comunidade dos seguidores de Jesus, deveria ser no mundo uma ventania! Hoje é dia de pedir que o Espírito nos seja dado e que o mundo sinta os efeitos do nosso renascimento no Espírito. Que Ele venha e mande do céu um raio de sua luz. Ele é o pai dos pobres, o doador das graças, a luz dos corações. Só Ele sabe consolar. Que Ele venha morar em nosso coração como brisa suave. No trabalho, Ele é descanso; no calor, é vento agradável; quando choramos é nosso consolo. Que Ele venha e encha de luz o nosso coração. Sem Ele nada podemos. Que Ele lave o que está sujo, regue o que está seco, cure o que está doente. Dobre o que é rígido, aqueça o que é frio, conduza o desviado.

Que Ele dê a todos nós os seus sete dons: a sabedoria, o entendimento, a ciência, o conselho, a fortaleza, a piedade e o temor de Deus. Que nossos esforços sejam reconhecidos, que tenhamos saúde e alcancemos a salvação na alegria eterna. O Espírito é um só e d’Ele recebemos o impulso para os diversos serviços que prestamos na comunidade e no mundo. Somos diferentes, temos funções diferentes, mas nos encontramos na fonte de tudo, que é o mesmo Espírito. Bebemos de um único Espírito que nos une num só corpo. Dele todos nós recebemos a caridade, a alegria, a paz, a grandeza de alma, a ternura, a bondade, a lealdade, a mansidão, a continência. A terra precisa ser renovada. Tudo precisa de constante renovação e reforma. Que o Espírito nos conceda o dom das línguas, de falar a linguagem do amor e sermos compreendidos.

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