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Kit Aborto - Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues

Por: Família Missionária

É lamentável que os cuidadores da saúde pública, ao invés de se empenharem em promover a vida, se ocupem em formular políticas que acabam por estimular a prática do aborto.

O leitor, com certeza, se lembra do Kit Gay, proposta de um grupo do Ministério da Educação para combater a homofobia. A cultura gay criou a palavra homo-afetividade e seus derivados, para substituir a palavra homossexualidade e seus derivados, cujo peso semântico estaria impregnado de milênios de preconceito contra os homossexuais. Só que o conteúdo do Kit Gay, ao invés de educar para aceitação do diferente e de propor caminhos de uma solução ética para as questões levantadas pela problemática, transforma a exceção em ideal e não faz suficiente distinção entre homossexualidade e homossexualismo: aquela uma condição, na maioria dos casos, independente da vontade da pessoa e este, uma prática eticamente reprovável, que jamais poderá ser inscrita no horizonte daquilo que a história humana sempre entendeu por casamento. Infelizmente vivemos um momento "cultural" onde as palavras não traduzem mais a realidade objetiva das coisas, mas os desejos arbitrários de indivíduos ou de grupos de indivíduos. É dentro desse quadro "cultural" que, por pressão de grupos organizados, certas práticas acabam por receber respaldo legal.
 
É o que o Ministério da Saúde de nosso país pretende fazer através de uma coisa que se poderia chamar de Kit Aborto a ser distribuído nos hospitais públicos para as mulheres que querem abortar. O Estadão noticiou: "O Ministério da Saúde e um grupo de especialistas se reúnem para discutir um programa para aconselhamento de mulheres que decidiram abortar. A comissão vai sugerir a formulação de uma cartilha, com orientações para que o procedimento seja feito com segurança. A intenção é fecharmos o material de orientação em, no máximo, um mês", afirmou o coordenador do grupo de estudos sobre o aborto da sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Thomaz Gollop. O formato final do programa será definido pelo Ministério. A cartilha conteria, por exemplo, informações para a mulher escolher o lugar do procedimento.
 
O uso de comprimidos à base de misoprostol, droga altamente abortiva, seria facilitado pela rede pública. "O projeto do Ministério da Saúde consiste na seguinte estratégia: a mulher grávida vai a uma unidade de saúde pública mais perto de sua casa e pega o Kit Aborto e vai para casa fazer o aborto ilegal de forma segura. Tudo isso financiado com o dinheiro público". A justificativa são os milhões de abortos com milhares de mortes de mulheres(?!!!) que acontecem no Brasil em clínicas clandestinas. Sobre isso ponderou alguém: "Como foi feita essa pesquisa? Qual o método foi utilizado? Qual a amostragem? Chega de jogar na cara da população números sem sentido e sem explicação... Parece que essa história de "um milhão de abortos" não passa de mágica, de maquiagem, de ficção matemática."
 
A proposta do Ministério da Saúde pretende que o Kit Aborto "seja um componente da política de planejamento reprodutivo". O que é uma evidente aberração lógica. "De um lado, a política de planejamento reprodutivo pressupõe a reprodução, isto é, uma mulher vai ficar grávida, ter um filho, etc. Com isso, é descartada a morte do feto por meio da realização do aborto. Do outro lado, é preciso ver que esse argumento é uma frase bonita, uma espécie de poesia, para disfarçar a verdadeira intenção, que é a legalização indireta do aborto e, ainda por cima, com financiamento público." É lamentável que os cuidadores da saúde pública, ao invés de se empenharem em promover a vida, se ocupem em formular políticas que acabam por estimular a prática do aborto.
 
Compete aos cristãos e a todas as pessoas que conservam o senso sagrado da inviolabilidade da vida humana (a vida do feto é vida humana), a missão de lutarem por todos os meios para que o aborto seja banido da face da terra. Essa missão nós a realizamos de três maneiras: a) pela mobilização contra projetos de lei e contra medidas governamentais pró-aborto; b) pela formação das consciências das crianças e dos jovens no sentido da defesa da vida sempre e em todas as etapas de seu desenvolvimento; c) pela presença e apoio a mulheres grávidas com dificuldades de levar adiante a gravidez. A Igreja procura também ir ao encontro das mulheres, que se submeteram em momentos de desespero ao aborto, com o chamado Projeto Raquel. "O Projeto Raquel é o ministério de cura pós-aborto da Igreja Católica nos Estados Unidos (e agora em diversos países) e está em atividade sob alguma forma na maioria das dioceses com o nome Projeto Raquel ou outro similar."
 
Em Sorocaba ainda não o temos implantado. Mas eis o depoimento de alguém que recebeu o apoio desse serviço da Igreja: "O Projeto Raquel me deu a capacidade de me afastar de uma vida de desespero e culpa e começar uma nova vida de esperança e perdão. Uma experiência única... Eu nunca mais serei a mesma."
 

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