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Forum de mudanças climáticas e cúpula dos povos: por justiça social e ambiental - Dom Pedro Luiz Stringhini

Por: Família Missionária

Acompanhei com atenção a importante realização da Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental, realizada nos dias 15 a 22 de junho de 2012, por ocasião da Conferência das Nações Unidas Rio+20.  As entidades e redes que constituem o Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social – pastorais sociais da CNBB, CIMI, Cáritas Nacional, Movimentos da Via Campesina, Rede Jubileu, ASA (Articulação do Semi-Árido), FASE e PACS –, marcaram presença na Cúpula dos Povos de muitas formas e com muitas iniciativas. Participaram das Oficinas de debate, nos diálogos de religiões e igrejas cristãs, nas plenárias e assembleias, e de modo especial nas mobilizações que aconteceram durante a Rio+20.


A Cúpula dos Povos contemplou o que caracteriza o objetivo do Fórum: tornar conhecidas as causas das crises sociais e ambientais que atingem a humanidade na Terra, na formação de uma consciência crítica, na elaboração de propostas, e na mobilização para mudar o que é necessário e urgente. O resgate e a valorização do que os povos e movimentos sociais estão fazendo de positivo, e com êxito, serve de exemplo e de prova de que é possível a convivência entre os seres humanos e povos, bem como entre eles e a Terra, com base na justiça social e ambiental.
 

Uma contribuição especial do Fórum de Mudanças Climáticas foi a de levar ao Rio de Janeiro, graças ao apoio de organismos de solidariedade nacionais e internacionais – entre eles, o Fundo Nacional de Solidariedade, da CNBB -, quarenta e seis representantes dos afetados por desastres socioambientais. E o fez com duplo objetivo: possibilitar a realização da primeira assembleia do movimento social que eles estão organizando e viabilizar sua participação e contribuição na Cúpula dos Povos.
 

A assembleia foi realizada e seus membros confirmaram a criação do MONADES – Movimento Nacional de Afetados por Desastres Socioambientais –, escolheram uma comissão nacional, com afetados das grandes regiões do País, e todos os participantes retornaram aos 18 Estados decididos a enraizar o Movimento nas muitas comunidades de afetados por diferentes tipos de desastres socioambientais. O desejo e objetivo é que as pessoas afetadas se organizem e lutem por seus direitos, contando com o apoio de todas as entidades e pessoas de boa vontade e exigindo que os governantes garantam seus direitos por meio políticas públicas adequadas às necessidades das vítimas dos eventos climáticos.
 

A humanidade precisa com urgência enfrentar os desequilíbrios e crises existentes. E o MONADES contribuiu, na Cúpula dos Povos, analisando as causas e conseqüências da crise social e ambiental e elaborando propostas práticas e eficazes de mobilização para que a humanidade enfrente os desequilíbrios e crises existentes. Propõe que a Cúpula dos Povos apoie e ajude a viabilizar a articulação dos Afetados em todo o Planeta, a começar da América Latina. Os pobres são os que pagam com a vida as consequências das mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global.
 

Na Rio+20, justificados pela crise financeira mundial, os chefes de Estado tenderam a dar mais peso ao tema do desenvolvimento que da sustentabilidade. A Cúpula dos Povos colocou os movimentos populares entre os protagonistas das mobilizações que exigem mudanças profundas no modo de produzir, consumir, desejar, pensar e sentir da civilização moderna capitalista. Na linha da mensagem do Papa Bento XVI para a Rio+20, os participantes da Cúpula trouxeram à tona a necessidade de se retomar a ‘dimensão ética’ e os valores a partir dos quais a vida do ser humano e da criação, bem como uma ‘justa solidariedade entre os seres humanos’, tenham prioridade sobre o lucro e o consumismo predador.
 

O Fórum de Mudanças Climáticas estimula a que se promovam atividades – estudos, encontros, seminários, etc. –, sobre a realidade das mudanças climáticas, que comprometam sempre mais pessoas a assumirem a bandeira da justiça social e ambiental em nosso tempo. A assessoria do Fórum está à disposição, na medida das possibilidades, para reforçar estas iniciativas.
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