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Ecumenismo Universal - Pe. Paulo Gozzi, SSS

Por: Família Missionária

Acabamos de comentar o Decreto conciliar “Unitatis Redintegratio”. Sobre as diferenças que existem entre os cristãos não-católicos e nós “na maneira de entender o Evangelho e nas respostas que dão aos problemas sociais de hoje em dia”, nossos bispos dizem que “no fundo eles querem a mesma coisa que nós: estar ligados à Palavra de Cristo como fonte da força cristã e obedecer ao preceito do Apóstolo: ‘Tudo o que vocês fizerem através de palavras ou ações, o façam em nome do Senhor Jesus, dando graças a Deus Pai por meio dele’ (Cl 3, 17)” (UR, 23).

A maior dificuldade na prática do Ecumenismo é a onda de conservadorismo que paralisa o progresso, anula a influência do Concílio e faz a Igreja caminhar para trás, em vez de evoluir. O mundo cheio de confusão e contradições faz alguns membros de nossa Igreja procurar segurança na religião, definindo melhor sua identidade católica, insistindo nas diferenças que nos separam, realçando defeitos e aumentando e instigando o preconceito contra os outros. Ignorar o movimento ecumênico é ser católico pela metade, conforme o Concílio diz claramente.

O último número do Decreto recomenda que “evitem qualquer preocupação superficial com a própria doutrina, a fim de não prejudicar o progresso da unidade”, condenando assim o preconceito que só aumenta o nosso isolamento dos demais irmãos cristãos. Repetindo o que disse no começo com outras palavras, declara que “o movimento ecumênico deve ser inteiramente católico, isto é, fiel à verdade universal que recebemos dos Apóstolos e dos Pais da Igreja, sendo praticado com muita sinceridade.

Esse movimento faz parte integrante da fé que a Igreja católica sempre professou, porque leva ao crescimento cada vez mais perfeito e completo do Corpo de Cristo (Igreja) através do tempo. Esta é a vontade do Senhor”. A tendência conservadora faz com que tudo seja definido, estruturado, dogmatizado, repetindo fórmulas ultrapassadas, não admitindo uma evolução teológica da doutrina. O conservadorismo impede a ação do Espírito Santo e o dinamismo transformador do Evangelho. “Este Concílio deseja e insiste para que todas as iniciativas dos católicos sejam desenvolvidas junto com as iniciativas dos irmãos separados. Não se devem colocar dificuldades e atrapalhar os caminhos da Divina Providência.

Os impulsos do Espírito Santo, que vão aparecer no futuro, não podem ser prejudicados por ninguém”. Uma coisa é certa: Nós somos especialistas em brigar, dividir, julgar, acusar, condenar e isolar grupos e pessoas de nosso convívio. Mas não sabemos perdoar, reconhecer os próprios erros, ser humildes, reconciliar-nos, buscar a união respeitando as diferenças. Então, queremos que Deus conserte aquilo que estragamos. Mas quando Deus nos sugere que façamos algo novo, temos medo e recuamos, contrariando a vontade de Deus: “Nós sabemos bem que o ideal tão santo de alcançar a reconciliação dos Cristãos na unidade visível de uma só e única Igreja de Cristo está muito acima das qualidades e forças humanas.

Por isso, depositamos inteiramente nossa esperança na Oração de Cristo pela Igreja. Confiamos também no amor do Pai para com todos nós e no poder do Espírito Santo. ‘E a esperança não engana, pois, o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado’ (Rm 5, 5)” (UR, 24).

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