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A IMPORTÂNCIA DO ECUMENISMO - Pe. Paulo Gozzi,SSS

Por: Família Missionária

De vez em quando seria bom a gente parar um pouco e se perguntar qual é o valor que damos à atividade ecumênica. Sim, porque em nossa comunidade vemos acontecer tanta coisa bonita e importante para a vida da Igreja, mas nunca, ou quase nunca, ouvimos falar que tem alguém trabalhando no Ecumenismo. Mesmo o padre costuma dizer que tem tantas pastorais, associações e grupos atuantes, que nem consegue coordenar tudo.

Tudo parece importante e não há tempo para pensar em coisas menos importantes. A impressão que se tem é que o Ecumenismo é um acessório, uma atividade boa, mas secundária, que poderia até existir caso houvesse tempo para realizá-la. Todo acréscimo que se faz às atividades normais de uma paróquia vai depender de pessoas disponíveis e de tempo. Se isso for verdade, com o dinamismo atual das pastorais e com o bispo sempre querendo que a paróquia crie mais uma nova e importante pastoral, o Ecumenismo nunca vai ter vez... Mas a verdade é bem outra: o Ecumenismo não é apenas mais um acréscimo, um apêndice, um acessório opcional e facultativo no meio das pastorais.

Muito pelo contrário, faz parte da essência da vida e da ação da Igreja. O Ecumenismo deve penetrar em cada uma das pastorais e imprimir uma nova maneira de pensar e de agir. Todo agente de pastoral terá uma atuação verdadeiramente católica se tiver espírito ecumênico. O ideal seria que em cada comunidade houvesse uma equipe de Ecumenismo, estudando e agindo nessa área, para lembrar constantemente aos que trabalham em outras pastorais a importância essencial da unidade eclesial em meio a tanta diversidade. De acordo com a nova compreensão de Igreja que o Concílio Vaticano II nos trouxe, se o Ecumenismo for ignorado ou excluído das atividades pastorais, a Igreja será como uma grande árvore estéril, doente e fraca, que não dará o fruto da unidade, tão desejado pelo Senhor. As diferenças entre os cristãos são mais de enfoque: uns valorizam mais alguns aspectos da doutrina e outros menos.

Daí a importância do diálogo para que nossas visões se completem. Assim se exprime João Paulo II, em sua Carta sobre o Ecumenismo: “o movimento a favor da unidade dos cristãos não é só uma espécie de ‘apêndice’, que se vem juntar à atividade tradicional da Igreja. Pelo contrário, pertence organicamente à sua vida e ação, devendo, portanto, permeá-la no seu todo e ser como que o fruto de uma árvore que cresce sadia e viçosa até alcançar o seu pleno desenvolvimento” (Ut Unum sint, 20).

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