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O PEREGRINO DA UNIDADE - Pe. Paulo Gozzi,SSS

Por: Família Missionária

João Paulo II não foi apenas um incentivador do movimento ecumênico, escrevendo a monumental Carta Encíclica “Ut Unum Sint” (Que sejam um), mas foi ao encontro dos líderes e dos fiéis de todas as Igrejas cristãs e recebeu a todos que o visitavam em Roma. Ele mesmo descreve a sua peregrinação nos n.s 24 e 25 da citada Carta. Desde que iniciou o seu ministério petrino, tinha consciência de que uma das tarefas do Bispo de Roma é estar a serviço da comunhão, procurando reunir as ovelhas dispersas para que formem um só rebanho, sob o cajado do único Pastor, Jesus Cristo.

Suas visitas incluíam, além do abraço afetuoso a cada venerável irmão no episcopado de todas as Igrejas Ortodoxas, uma fervorosa oração de mãos dadas, para que o Senhor misericordioso unisse suas Igrejas numa comunhão perfeita. Começou pelo Patriarca ecumênico de Constantinopla, atual Istambul, repetindo o gesto em todos os países ortodoxos orientais que visitou. Abraçou Arcebispos e Bispos luteranos nos países escandinavos. Ao lado do Arcebispo Primaz da Comunhão Anglicana na Catedral de Cantuária, sob forte emoção, reconheceu os longos anos de herança comum e os tristes anos de separação que vieram em seguida.

Em todos os países que visitou para confirmar a fé de seus irmãos católicos, João Paulo II fazia questão de encontrar-se com os líderes das diferentes Igrejas cristãs: luteranos, presbiterianos, metodistas e outros. Como Peregrino da Unidade, o papa deixou-nos o exemplo de sincera abnegação, humildade e mansidão na tarefa de reunir o que está disperso. Seu peregrinar ecumênico ensina-nos que temos o dever de orar cada dia pela união dos cristãos e não perder qualquer oportunidade para ter encontros fraternos com eles, seja para a oração como para a ação.

A resposta não demorou. As autoridades de todas as Igrejas cristãs, em retribuição, iam constantemente a Roma, numa verdadeira romaria, para visitar o primeiro dos Bispos, não deixando de venerar os túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo. Alguns choravam no momento do abraço fraterno, outros beijavam as venerandas mãos do sorridente Ancião, vendo nele o benevolente Pai de todos os cristãos. O peregrino da Unidade revela-nos o porquê de sua paixão pela busca de entendimento e união entre os irmãos cristãos. Ele orava e refletia sempre quando lia estas palavras de Jesus: “Vocês são todos irmãos e um só é o Pai de vocês” (Mt 23,8-9). Diante desse exemplo, aprendemos a caminhar na vida cristã sempre ao encontro do irmão. O Peregrino nos convida a ir em busca do irmão com quem temos mais diferenças para orar com ele e manifestar nosso amor fraterno.

Pe. Paulo Gozzi,SSS

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