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O sentido da Visão - Rosabel De Chiaro e Sonia Biffi

Por: Família Missionária

Relembrando... O sentido da visão

 “As crianças não têm medo de olhar.”

Vêem as coisas vestidas por uma linguagem, não em sua nudez. Vêem as coisas que os adultos não podem ver...

À medida que vamos crescendo, geralmente, abandonamos nossos sentidos. Começamos a ver o mundo e a nós mesmos através dos olhos dos outros, das pessoas que nos cercam que nos despertam mais atenção; exatamente como ocorre na fábula: “A roupa nova do imperador”, que, na verdade, estava nu, mas enxerga-se com a mais deslumbrante das vestimentas por pura influência de outra pessoa (ele vê o que essa pessoa lhe propõe).

 A capacidade de ver os outros claramente expande nossos horizontes. Faz-nos conhecer o outro, descobrir oportunidades de melhorar nosso relacionamento, valorizar o outro, colaborar na sua necessidade, desfrutar de sua companhia, enfim, tocar a vida na sua plenitude. Pense nos tantos olhares que seu sentido da visão já captou: olhares tristes, cansados, pedintes, amorosos, cativantes... revelavam essências de um ser.

Os olhos não criam. Não têm essa capacidade. Só podem recolher, acolher, acariciar aquilo que a natureza gerou, a vida criou e recriou... os olhos são dádivas das presenças. Mas é o olhar com o coração que aprimora o sentido da visão. Assim, “tocamos” o real e o irreal, antes mesmo de tocá-los de fato. Tocamos a esperança revelada, a dor disfarçada, a verdade que ainda não foi dita, a presença que espera pelo perdão e o perdão que espera pela presença.

 Também nas coisas e objetos podemos ver a beleza dos dons dos outros. E até tornar presente, num simples objeto, o carinho, a admiração, o amor que dedicamos a alguém.

Assim, pelo sentido da visão, apreciamos ou depreciamos tudo que nos cerca, percebemos ou ignoramos a importância das coisas, dos fatos e das pessoas. Fazemos nossas escolhas, estimulamos nossos desejos, invadimos o mais íntimo dos espaços de um ser para revelar e partilhar nosso próprio ser e sentir. (*)

Disse Jesus: “O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado.”  Lc.11,34

 (*) inspirado em: Michel, G. Aprenda a ser você mesmo; Oaklander, V. Descobrindo crianças; Coleção Novas Buscas em Psicoterapia; Araújo, P. C. Sementes da Vida.

écnica de Dinâmica: “O SENTIDO DA VISÃO – OLHAR E VER”

60 minutos – indicada para casais – apropriada também para ser aplicada em família, na família e para grupos de jovens. Adequá-la a cada realidade.

Objetivo: conscientizar e promover a descoberta da importância do sentido da visão na nossa vida:

- exercitando o olhar à descoberta por meio de imagens de uma história de cenas mudas, onde se busca decifrar sua mensagem;

- ressaltando as diferenças pessoais de cada um ao perceber, integrar e responder as mensagens e estímulos;

- integrando o sentido da visão com os demais sentidos para desfrutar do conhecer-se e conhecer o outro, “dar-se conta” dos próprios sentidos e dos sentidos do outro.

Material: uma filipeta (cópia reduzida) e uma cópia ampliada de uma história com cenas mudas.

Estratégia: acomodar o grupo em círculo. Convidá-lo a participar de uma atividade.

1 - apresentar ao grupo a filipeta contendo a história. Entregá-la a um dos participantes solicitando que depois de vê-la com atenção, passe-a para a pessoa à sua direita e assim, sucessivamente, até que todos possam observá-la. O último deve devolvê-la ao animador;

- recomendar que olhem por, mais ou menos, 30 segundos e a repassem.  

2 – em seguida recolher a filipeta e propor que falem sobre a moral da história e o que mais lhes chamou a atenção;

- deixar que se manifestem. Incentivar, valendo-se do entendimento de uns para motivar os outros;

- solicitar que narrem a história de forma objetiva.

3 – apresentar a cópia ampliada da história, colocando-a de maneira que todos possam observá-la;

- motivá-los a dedução final da história.

4 – refletir com o grupo a experiência vivida, questionando como foi olhar e “dar-se conta” do que foi olhado, se o olhar foi suficiente, se mudou alguma coisa na segunda oportunidade ou com os comentários. O que mudou?

- relacionar com o dia a dia do casal e, de cada pessoa no seu universo pessoal, familiar e social.

- concluir fazendo a leitura do texto “relembrando o sentido da Visão” que acompanha a técnica de dinâmica ou solicitar que um voluntário o faça.

Do livro: Nós, Eu e Você – Dinâmicas e Vivências para Noivos – Sonia Biffi e Rosabel De Chiaro – 2ª. Edição - Paulus Editora, 2002.

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