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O Sentido do Tato - Rosabel de Chiaro e Sonia Biffi

Por: Família Missionária

Relembrando... O sentido do tato
 
É pelo sentido do tato que se estabelece um conhecer que dispensa palavras para revelar, sem reticências, o fato que é e que se esconde na magia de um corpo, na impessoalidade de um objeto, nas circunstâncias de um momento.

Todos nós usamos o tato em dois sentidos: objetivo e subjetivo, um completando o outro, ex.: como capacidade para captar sensações (liso, crespo, duro, mole, frio, quente, enrugado, etc.) e como habilidade para captar ou transmitir sentimentos (amor, ódio, frieza, calidez, ternura, carinho, dureza, aversão etc.).

Por isso, é quase impossível viver sem sentir, sem perceber, pelo sentido do tato, objetos, pessoas, e situações. O toque é o exercício do sentido do tato, é preciso vivenciá-lo com toda a agudeza de nossa percepção, para não corrermos o risco de passar pela vida, sem imprimir-lhe uma marca ou sem descobrir o seu sentido. É um instrumento de prazer e de dor, que tanto podemos receber ou transmitir.

Na verdade, o ato de tocar demonstra uma de nossas necessidades. Parece-nos impossível ver objetos, situações e até pessoas que nos despertam emoções, sem tocá-las. Com o toque, respondemos às emoções que nos provocam. Assim, o toque supõe não só a marca da nossa presença/resposta, mas também o sinal da nossa cumplicidade. Quando tocamos alguém, é todo o nosso ser que o toca, que se revela que se exprime e atua. Encanta ou desencanta. Acolhe ou afasta. Estimula ou deprime. (*)

“E tocando os olhos do cego o Senhor Jesus lhe restituiu a visão e a alegria do coração” (Mt.20,3)
(*) Inspirado em: MICHEL, G. Aprenda a ser você mesmo e OAKLANDER, V. Descobrindo Crianças.

 Técnica de Dinâmica: “O SENTIDO DO TATO”

 60 minutos – indicada para casais – apropriada também para ser aplicada em família, na família e para grupos de jovens. Adequá-la a cada realidade.

Objetivo: conscientizar e promover a descoberta da importância do sentido do tato para nossa vida:

- levando os participantes, de uma forma lúdica, a experimentar sua percepção por meio do tato, decifrando objetos e mensagens;

- ressaltando as diferenças pessoais de cada um no integrar estímulos e mensagens.

Material: na mesa do círculo, para o grupo: um saco de pano contendo objetos variados, de tamanho adequado ao propósito e em quantidade suficiente para todos. Exemplo: isqueiro, abridor, caixa de fósforos, agenda pequena, broche, lixa, tampa de pasta de dente etc.

Estratégia: acomodar o grupo em círculo.

1—Solicitar a atenção dos participantes, convidando-os a viver uma experiência. Orientar: um de cada vez, colocará a mão dentro do saco de pano e, sem olhar, tocará os objetos, escolhendo um deles;

 

2- Antes de retirá-lo, por meio do sentido do tato, deve identificar o objeto que escolheu e, só depois, retirá-lo;

 

3- Cada objeto retirado ficará com a pessoa que o pegou;

 

4- Iniciar por um voluntário, deixá-los livres para as manifestações de erros e acertos que surgirem;

 

5- Após todos passarem pela experiência, solicitar que o grupo comente o resultado: que conversem a respeito das dificuldades e facilidades para realizar a tarefa e o que sentiram ao vivenciá-la.

 

6- Convidá-los então a experimentar uma forma de comunicação pelo sentido do tato, solicitar que sentados em círculo, se voltem todos para a direita, ficando de costas, uns para os outros, voltados para a mesma direção;

 

7- Orientar: um de cada vez deverá, com o dedo indicador, desenhar nas costas da pessoa à sua frente uma mensagem simples, por meio de um ou dois sinais apenas, por exemplo: formas geométricas, números, letras, sinais (ponto de interrogação, exclamação etc.). Essa mensagem ocorrerá em cadeia, a pessoa que a recebe, deve enviá-la em seguida para a outra à sua frente até que todos a recebam. Iniciar por um voluntário.

 

8- Em seguida, solicitar que o último a recebê-la a verbalize, e que cada um dos participantes manifeste como a entendeu e principalmente como se sentiu ao recebê-la e retransmiti-la;

 

9- Refletir com o grupo a experiência vivida, relacionar com o dia a dia do casal;

Concluir fazendo a leitura do texto que acompanha a dinâmica: “relembrando o sentido do tato” ou solicitar que um voluntário o faça. Abrir para comentários e encerrar conforme desejar.

 Do livro: Nós, Eu e Você – Dinâmicas e Vivências  para Noivos - Sonia Biffi e Rosabel De Chiaro – Paulus Editora – 2ª. Edição, 2002

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