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Dinâmica relacionada ao 5° círculo bíblico: "Dar de presente" - Rosabel De Chiaro e Sonia Biffi

Por: Família Missionária

Objetivo: “Servem a Cristo àqueles que não procuram seus próprios interesses, mas os de Jesus Cristo. É isto que quer dizer ‘segue-me’: caminha por meus caminhos, não pelos teus”.
(S. Agostinho, In Ioh. 51,12)

 - através de uma técnica de vivência levá-los a refletir e desempenhar uma atitude de escolha perante uma situação de sensibilização com a realidade do próximo;
- levando-os a se identificar com problemas sociais rotineiros à nossa realidade;
- mobilizando-os, mediante a realização de uma ação concreta, a entrar em contato com suas emoções e com sua maneira própria de resolver questões existenciais;
- motivando-os, pelo exercício, a dar-se conta do como vivenciam valores, tais como: solidariedade, generosidade, caridade, disponibilidade pessoal, material, física (compartilhar espaço), etc.;
- promovendo o diálogo sobre o papel/compromisso dos pais em transmitir aos filhos a vivência da caridade através de experiências concretas de solidariedade e referências vivenciadas na própria família. 

Tempo: 70 minutos

Material:
Para cada participante: impressos: textos 1 e 2. Para o grupo: uma mesa central de apoio, uma caixa pequena, em formato de coração, contendo papéis impressos que descrevem variados perfis de pessoas carentes.
 

Estratégia: 1º momento: 10 minutos
Propor que se acomodem. Apresentar-se e, se necessário sugerir uma breve apresentação dos participantes: nome, comunidade a que pertence, local.
Convidá-los a realizar uma atividade em grupo.
- “vamos nos esvaziar um pouco das nossas preocupações, do nosso barulho interior e vamos deixar o nosso coração quieto, livre. Vamos pensar nas pessoas carentes, necessitadas... que precisam de nossa ajuda e que, também nós, desejamos ajudar, ir ao seu encontro... pensemos nelas e em nós... ao viver essa experiência entremos em contato com nossas emoções... “o que eu sinto ao fazer isso... como é a minha maneira de ser, de funcionar, ao realizar”... olhemos sempre para o outro e para nós mesmos”...
- Orientar: “dentro dessa caixinha (no centro da mesa), está a descrição da pessoa, a qual iremos ao encontro para ajudar. O que vamos ofertar deve ser algo nosso, que está em nós, não na nossa bolsa ou nos nossos guardados, mas em nós mesmos. Não vamos conversar, vamos manter silêncio e pensar: o que daremos a ela? Em silêncio, um de cada vez, irá retirar da caixinha, sem escolher, o papel nos indicando aquela pessoa a quem vai dedicar a sua oferta. Ao retirar, deve ler, pensar no perfil da pessoa ali descrito, decidir o que vai lhe ofertar, colocar sobre a mesa o papel retirado e sobre ele, a sua oferta e retornar ao seu lugar. Vamos fazer tudo isso em silêncio. Repetir, se necessário. Não permitir que se emprestem coisas um ao outro e nem que usem coisas das próprias bolsas. Lembrar mais uma vez que mantenham a interioridade para perceber como se sentem vivendo essa proposta”.
- Solicitar um voluntário para iniciar.
 

2º momento:
Pedir que iniciem. Deixá-los à vontade. Observar se atendem à solicitação de doar o que tem em suas mãos/seu corpo. Se necessário orientar novamente.
Controlar o tempo.

3º momento:
Ao término, convidá-los a compartilhar a experiência vivida. Motivá-los a expressar o quê e como se sentiram;
- concluir brevemente a questão das possibilidades e limitações no exercício da solidariedade, da caridade, etc.;
- convidá-los a reorganizar, em grupo, as ofertas (adequando-as às necessidades que se apresentaram, redistribuir, se necessário, os objetos);
- concluir a parte da tarefa, propondo a leitura de um texto.
 

4º momento:
- distribuir o texto de apoio 1, sugerir que leiam, reflitam e se manifestem;
- convidá-los a partilhar a reflexão relacionando-a com a experiência vivida:
- ressaltar alguns pontos importantes, por ex.: o que cada um, de fato, ofereceu?... (dar algo que está consigo mesmo significa, na verdade, dar-se por inteiro ao outro: dar seus conhecimentos, sua força, sua capacidade, partilhando a vida e o que ela pode oferecer)
- o que significa ofertar algo em favor do irmão: dar o que temos ou o que ele necessita?...  Como descobrir o que ele necessita?
- ressaltar ainda alguns pontos conforme objetivo da dinâmica.
 

5º momento: concluir
Distribuir texto de apoio 2, sugerir que leiam.
- deixar que se manifestem. Se necessário motivar: assumimos um compromisso ativo e atuante?
- o que a história da vida do outro nos tem solicitado com mais veemência? O que temos, de fato, realizado?
- de que maneira nosso papel evangelizador pode contribuir para promover o valor da vida?
- é comum não termos certeza da veracidade da história que muitos irmãos carentes nos relatam, como fazer? Como temos feito?
- solicitar que cada um retome “o bem” que doou.
- abrir espaço: como foi participar? Gostaram?
- Caso tenham refletido o 5º Círculo Bíblico propor a associação desta técnica ao tema do 5º Círculo Bíblico por nós também publicado. Agradecer e encerrar como desejar (oração/canto) ou conforme escolha do grupo.
 

Do livro: Família e Vida, Caminho, Vocação e Missão - de Sonia Biffi e Rosabel De Chiaro - Paulus Editora - 2007

Texto de apoio 1 - Vamos refletir: “O QUE TENS EM TUAS MÃOS”


O que grandes servos de Deus, no passado, fizeram com o pouco (ou com o nada) que dispunham? Pesquisando, refletindo, verificaremos as maravilhas realizadas apenas entregando a Deus este pouco ou apenas as suas próprias mãos:
1. “MOISÉS, o que tens em tuas mãos?” (Êxodo 4,2...)
-         Apenas um bordão, Senhor!
-         “Pois toma-o e usa-o em Meu serviço.”
O homem de Deus assim o fez e aconteceram grandes prodígios que o Faraó e os egípcios jamais tinham visto.
2. “DAVI, o que tens em tuas mãos?” (I Sm. 17...)
-         Apenas umas pedras e uma funda (atiradeira), Senhor!
-         “Pois toma-as e usa-as  em Meu serviço.”
E Davi obedeceu, venceu Golias, o inimigo dos filhos de Deus; tornou-se um rei.
3. “MULHER, o que tens em tuas mãos?” (I Reis 17...)
-         Apenas um pouco de farinha e um pouco de azeite, Senhor!
-         “Pois toma-os e usa-os em Meu serviço.”
E a viúva de Serepta alimentou o profeta Elias, renovou suas forças para servir ao Senhor. Milhares de anos decorridos, ela ainda é exemplo para nós.
4. “Ó POBRE VIÚVA, o que tens em tuas mãos? (Lc. 21,1...)
-         Apenas uma moeda, Senhor!
-         “Pois, oferece-a a Mim!”
E ela assim o fez e após séculos decorridos, o seu sacrifício é uma inspiração para muitos cristãos.
5. “MENINO, o que tens em tuas mãos?  (Jo. 6, 1-13)
-         Apenas cinco pães e dois peixes, Senhor!
-         “Pois, coloque-os em Minhas mãos!”
Milhares e milhares de pessoas foram saciadas pelo gesto nobre daquele menino que colocou o que tinha nas mãos de Deus.
6. “MARIA, o que tens em tuas mãos?” (Jo. 12, 1-7)
-         Apenas um frasco de ungüento de nardo, que reservei para Ti, Senhor!
-         “Pois, toma-o e usa-o”
E ela o derramou sobre os pés de Jesus e a fragrância do nardo encheu aquela casa e a lembrança deste gesto de amor, vive ainda entre os cristãos.
7. “TABITA, O que tens em tuas mãos?” (Atos 9,36...)
-         Apenas uma agulha, Senhor!
-         “Pois, toma-a e usa-a em Meu serviço.”
E assim ela fez, e os pobres de Jope foram agasalhados com as roupas que ela fez. Hoje, séculos depois, Tabita continua sendo um exemplo para a mulher cristã.
8. “_____________________ , o que tens em tuas mãos?”
-         Senhor, apenas....................
-         “Pois, oferece... a Mim!”
 

(adaptação do texto: “O que tens nas tuas mãos”. Associação Jesus Bom Pastor – Goiânia)

Texto de apoio 2 - A Responsabilidade do Homem pela Vida: “a cada um pedirei contas de seu irmão”

“onde está Abel, teu irmão?” : “Não sei dele. Sou, porventura, guarda do meu irmão?” (Gn 4,9)
Sim, todo homem é “guarda do seu irmão”, porque Deus confia o homem ao homem. E é tendo em vista tal entrega que Deus dá a cada homem a liberdade... Dom do Criador, quando colocada a serviço da pessoa e do acolhimento do outro; quando absolutizada... fica esvaziada do seu conteúdo originário e contestada na sua própria vocação e dignidade...
É necessário chegar ao coração do drama vivido pelo homem contemporâneo: o eclipse do sentido de Deus e do homem... perdendo o sentido de Deus, tende-se a perder também o sentido do homem, da sua dignidade e da sua vida...
A consciência moral, tanto do indivíduo como da sociedade, está hoje – devido a influência de muitos meios de comunicação – exposta a um perigo gravíssimo e mortal: o perigo da confusão entre o bem e o mal, precisamente no que se refere ao fundamental direito à vida... Mas todos esses condicionamentos não conseguem sufocar a voz do Senhor, que ressoa na consciência de cada homem: é deste sacrário íntimo que se pode recomeçar um novo caminho de amor, de acolhimento e de serviço à vida humana.
Não é só a voz do sangue de Abel a gritar por Deus, fonte e defensor da vida. Também o sangue de todos os outros homens... De uma forma absolutamente única, porém, grita a Deus a voz do sangue de Cristo... é deste sangue, na eucaristia, que todos os homens recebem a força para se empenharem a favor da vida...  precisamente este sangue é o motivo e o fundamento da certeza absoluta... segundo o desígnio de Deus, a vitória será da vida...
... os sinais positivos têm dificuldade em manifestar-se e ser reconhecidos porque não recebem adequada atenção da mídia... quantas iniciativas de ajuda e amparo às pessoas fracas e indefesas surgiram... por obra de indivíduos, movimentos, organizações... muitos esposos acolhendo os filhos “como Dom do matrimônio”, exemplos vivos a tantas famílias... abrem-se para acolher crianças abandonadas ou colocam-se a serviço de entidades assistenciais... auxiliando adolescentes, jovens em dificuldade, pessoas inválidas, idosos na solidão... numerosos são os centros de ajuda à vida... com pessoas dedicadas que oferecem apoio moral e material às mães... voluntários empenhados em dar hospitalidade a quem não tem família... em dificuldade de superar hábitos destrutivos e recuperar o sentido da vida... médicos que se esforçam por encontrar medicamentos e critérios eficazes, sem violentar ou ferir a vida... amenizando a dor, a situação dos idosos, dos doentes terminais, em especial... organizações dirigidas por pessoas que se mobilizam para estender tais benefícios a países e regiões mais carentes, mais necessitadas... como não recordar aqueles gestos diários de acolhimento, de sacrifício, de cuidado desinteressado, que um número incalculável de pessoas realiza com amor nas famílias, nos hospitais, nos orfanatos, nos lares da terceira idade... e, nas ruas... estes gestos, são gestos pessoais, que constroem a “civilização do amor e da vida”. 

Evangelium Vitae (19-28) Papa João Paulo II

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