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Dinâmica: Vivenciando a Ressurreição - Rosabel De Chiaro e Sonia Biffi

Por: Família Missionária

Este é o dia que o Senhor fez

Naquele belo poema que ouvimos na vigília pascal, o autor do livro do Génesis recorda-nos a obra da Criação e acaba-o contemplando: «Assim foram terminados os céus e a terra… No sétimo dia, Deus repousou de todo o trabalho por Ele realizado» (Gn 2, 1-2). É o shabbat, o dia do Senhor, o dia em que, segundo a antiga Lei, ninguém deveria trabalhar, «nem tu, nem os teus filhos e filhas, nem o teu escravo ou escravo… nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas» (Dt 5,14). Todos somos chamados a parar, diante das maravilhas da obra do Senhor Deus.

E eis que Deus decide fazer novas todas as coisas (cf. Is 65,17). Na sua bondade infinita, na sua misericórdia, perante o homem infiel e esmagado pelos seus pecados, Deus decide enviar o Seu Filho, o Verbo eterno, Jesus, Filho do homem e Filho de Deus, encarnado, morto e ressuscitado por nós e para nossa salvação. É um novo “primeiro dia”, em que Deus diz outra vez «Faça-se luz!» (Gn 1,3), não a luz que destruiu o caos inicial mas a luz sem fim, a luz que brilhará para sempre (cf. Ap 21,23). É a nova Criação que se inicia.

«Este é o dia que o Senhor fez», diz o Salmo 118 (Sl 118-117,24) que cantamos ao longo de toda a semana pascal. Contudo, nesta nova Criação, nós não somos apenas a mais bela manifestação do poder do Criador («Deus viu que era muito bom», Gn 1,31), mas fazemos parte do projeto. «Corpo de Cristo» (1 Co 12,27), «mortos e ressuscitados» com Cristo (cf. Rm 6,4), somos também atores desta salvação universal.

A liturgia oferece-nos cinquenta dias “dos nossos” para contemplarmos este “dia do Senhor”, para meditarmos e vivermos esta pertença – cinquenta dias de Páscoa! Animemo-nos uns aos outros para encontrarmos a nossa resposta pessoal a viver este apelo de anunciarmos a luz da Ressurreição, de nos tornarmos caminho de paz e de salvação para todos os homens e mulheres «por Deus amados» (cf. Lc 2,14).

Com os votos de um tempo pascal muito fecundo.

Evangelho Quotidiano (www.evangelhoquotidiano.org)2012

 

A reflexão acima nos coloca frente à dinâmica do Reino de Deus, que culmina com a vinda de Jesus. Mais do que implantar um reinado de imposições e leis, Jesus caminha vivenciando e revelando o amor imperativo na construção do Reino. Seus passos tinham uma direção, apontavam para o Pai. Suas palavras revelavam o poder e a misericórdia Daquele que o enviou. Seus gestos realizavam curas do corpo e da alma, resgatavam vidas, ensinavam na prática a prática do Reino.

Por isso gosto de fechar os olhos e “ver” com a mente a pessoa de Jesus caminhando, realizando, olhando a multidão num todo, mas percebendo as dores, as fadigas, a fome de cada um: “eram como ovelhas sem pastor”...

Gosto de imaginá-lo falando com Mateus... com Pedro, com Felipe... gosto de imaginar Zaqueu ao sentir o olhar de Jesus, o quanto seu coração pulsou, o quanto desejou tocar Jesus, estar com Ele...

Enfim, gosto de percorrer as páginas do evangelho com os passos da mente e o olhar do coração... e isso me troxue e me traz bons momentos de paz, de certeza da presença de Jesus e de tantos que O acompanharam tão de perto...

Por isso hoje, nesse tempo pascal, convido você a vivenciar a sensação de Maria Madalena ao ver o túmulo vazio... o sentimento de perda... de fragilidade diante de um poder que matou o seu Senhor... diante de um quadro que parecia ser o fim... Mas, eu gostei muito de estar com Madalena, de correr com Pedro e João para ver o túmulo vazio... tantas coisas aconteceram em meu coração naquela noite em que a Ir. Irene nos fez a proposta: “vamos vivenciar a ressurreição de Jesus?” Por isso renovo o convite a você: vamos lá!

Tome a Bíblia em suas mãos, busque o evangelho de João 20, 1-18. Primeiro leia com seu grupo todo o trecho indicado.

Depois, feche os olhos enquanto uma só pessoa do grupo faz a leitura de maneira clara, tom de voz suave. Enquanto ouve procure visualizar cada cena, coloque-se no lugar de cada um.

Ao término, dê alguns segundos para aprofundar em seu coração a imagem de Jesus Ressuscitado e, converse com Ele, o que desejar... afinal Ele veio por você.

Obs. Proposta ao dirigente: solicitar que todos tragam a Bíblia ou fazer um impresso do texto indicado.

Se desejar faça também um impresso de todo o texto ou apenas da 1ª. Parte, distribua e, em seguida proponha a segunda parte com suas palavras.

Ao final convidá-los a partilhar como foi vivenciar essa experiência. Deixá-los a vontade. Agradecer e encerrar com oração espontânea.

Do arquivo: Reuniões de Grupo, Rosabel de Chiaro - 1996

 

 

 

 

 

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