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Nossa Igreja - Rosabel De Chiaro e Sonia Biffi

Por: Família Missionária

Propõe refletirmos nosso papel e nossa missão como Igreja que somos e por nossa pertença ao Povo de Deus, comprometido com a construção do seu Reino - proposta do mês de Outubro, mês das Missões e dos missionários. Própria para jovens e adultos, sugerimos adequá-la a cada realidade.
 

Objetivo: convidá-los a uma reflexão sobre o “ser” Igreja de cada um. Num primeiro momento de forma pessoal e em família, com a família. A seguir, de forma comunitária.
Mobilizá-los a refletir quanto às questões:
- O papel de cada um como Igreja.
- O valor da identidade pessoal no ser Igreja.
- Como leigo/como religioso de que forma “eu” entro e saio da Igreja.
- O que levamos e o que trazemos da Igreja - é exemplo e estímulo para os filhos?
- Motivá-los a externalizar atitudes, planos e perspectivas quanto às questões: A Igreja tem construído seu caminho? O que cada um de nós tem colocado neste caminho?
Material: Para cada participante: impresso dos textos de apoio 1 e 2. Para o grupo: sobre a mesa, uma “Igreja” confeccionada em papelão, contendo em seu interior um pequeno altar onde estão depositados saquinhos de presente com pedras especiais, simbolizando “pedras preciosas” embrulhadas em papel com frase sugestiva ao tema e a seu lado, fora da “Igreja”, pedras brutas, simbolizando nossas dificuldades (pedras de tropeço). Quadrados de papel sulfite em branco, caneta/lápis, fita adesiva e tesoura. Música adequada ao tema e à técnica.
 

1o momento: 15’
Convidá-los a participar de uma atividade em grupo.
- Distribuir os papéis recortados (quadrados), as canetas/lápis e orientar: “vamos refletir sobre nosso ‘ser Igreja’. Vamos começar associando nosso caminhar até a Igreja e saindo da Igreja ao nosso caminhar na vida, no mundo. Refletindo aí nossos desafios e nossas conquistas.”
Apresentar a “Igreja” e explicar o significado das pedras brutas (simbolizam nossas dificuldades) colocadas na entrada.
Propor: “refletindo nas dificuldades do nosso caminhar, pense especificamente na dificuldade (pedra de tropeço) que você mais sente e percebe hoje; de forma tranqüila, registre-a no papel que recebeu ninguém tocará nesse papel, só você. Aproveitem esse momento e tirem de seus corações esta pedrinha de tropeço que os incomoda.” Dar o tempo que julgar necessário.
- Ao perceber que terminaram propor: “agora, peguem uma das pedras brutas daquele montinho ao lado da “Igreja”, fixem o papel que escreveram, na pedra, com a fita adesiva disponível sobre a mesa, retornem ao seu lugar.
 

2o momento: 15’
Orientar: “ao toque da música, vamos oferecer ao Senhor nossa pedra de tropeço, depositando-a na cesta que se encontra dentro da ‘Igreja’ e vamos recolher do altar um dos presentes que o Senhor oferece a cada um de nós.”
Colocar uma música sugestiva. Solicitar que iniciem o ofertório. 
 

3o momento: 20’
Acolhendo e respeitando o silêncio e a reflexão do momento, distribuir, discretamente, o texto de apoio 1. Naturalmente, iniciarão a leitura. Caso seja necessário, o animador os convida à leitura silenciosa do texto, sugerindo a reflexão do mesmo. 
Em seguida, convidá-los a partilhar a reflexão relacionando-a com a experiência vivida. Se necessário o animador auxilia nas descobertas propondo questões indicadas no objetivo para facilitar o processo.
 

4o momento: 30’
Orientar: vamos pensar em nosso papel como Igreja que todos somos. Qual é a nossa missão? Como cristãos, de que maneira temos cumprido essa missão, esse papel?
- Utilizando os papéis recortados (quadrados) ainda disponíveis sobre a mesa, cada um vai escrever uma palavra que indique a ação, a missão, o papel de evangelizadores que temos realizado ou ainda estar realizado. Mas prestem atenção: vamos fazê-lo em dois momentos, como pessoa - cada um faz o seu; e depois, como casal - cada casal se une, reflete, conversa e escreve num só papel a sua missão.
Disponibilizar o material e auxiliar se necessário. Dar 5’ mais ou menos.
Em seguida, propor:
- tudo que realizamos como pessoa ou como casal é testemunhado pelas pessoas que nos cercam, mas nem sempre nos lembramos de oferecer a Deus nossas realizações até como gratidão pelos dons que Ele mesmo nos concedeu e pela força que, continuamente, recebemos de Seu Santo Espírito.  Então agora, faremos isso de maneira simbólica nessa nossa “Igreja”, depositando nossas realizações junto às nossas pedras de tropeço que lá estão.
- vivenciar esse momento em clima de alegria e celebração, ao som da mesma música já utilizada.
Após o término, convidá-los a conversar propondo:
- em nossa participação na Igreja, nosso pertencer à comunidade acrescenta alguma coisa? O quê especificamente?
- como Igreja, de que maneira temos acolhido os que nos buscam para ser Igreja?
- em nossos trabalhos pastorais, quais as dificuldades que encontramos para cumprir nosso papel?
- que tipo de Igreja temos testemunhado?
- hoje, temos uma realidade cruel: são muitas as pessoas, especialmente jovens, que não se sentem atraídas, interessadas pela vivência da Igreja, por quê? Como podemos contribuir para melhorar isso?
- será que nosso jeito de ser Igreja tem afastado ou dificultado o interesse de algumas pessoas?
- por que tantos procuram a Igreja apenas para cerimônias como: batismo, crisma, primeira eucaristia, casamento, cursos, encontros etc e não se envolvem como Igreja?
 

5o momento: 10’
Distribuir o texto de apoio 2, sugerir que leiam, que reflitam e o guardem consigo. Em seguida perguntar:
- gostariam de acrescentar mais alguma ação naqueles papéis que escrevemos? E na reflexão que vivemos?
- de que maneira vocês gostariam de encerrar essa atividade?
Aceitar a sugestão do grupo, agradecer e vivenciá-la.
 

Texto de apoio 1: Nossa Igreja
Gosto de pensar na nossa Igreja a partir das palavras de Jesus: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra, será desligado nos céus (Mt 16,18-19)”
Isto me parece um propósito sutil de marcá-la com a fragilidade humana de um “Pedro” oscilante, porém ardoroso e a fortaleza invencível, divina e sublime de um “Homem” Deus.
Ligar e desligar, palavras tão simples, missão tão ampla. Poder que parte de um Deus a um homem, se não para dele irradiar tudo o que é de Deus. E quando busco a Tua palavra, neste homem que designaste, sinto Senhor, a grandiosidade do poder que destes a ele, pois, se não me preenchem seus argumentos, dali saio num vazio que me custa experimentar. Porém, tantas vezes, esta humana voz trouxe-me a Tua misericórdia, a sabedoria dos Teus caminhos, a mansidão do Teu coração para os tantos conflitos do meu. E penso agora, no caminhar dos Teus apóstolos, recolhem tantas cruzes para espalhar a alegria da ressurreição. 
Também tenho minha missão Senhor, ser Igreja no meu lar, na família que desejei ter e que me concedeste, no meu trabalho, no horizonte sem limite do meu ser pessoa. Cercam-me pessoas que amo e conheço, outras tantas que apensa cruzam meu caminho sem tocar nem mesmo meu coração.
Sei que sou mediano, porque tenho aprendido a conhecer e experimentar Teu amor. Amo-Te, mas distraio-me em tantas coisas... nas orações... nas respostas rudes... na impaciência... na vontade minha... Envolvo-me em tantas tarefas, muitas vezes nem minhas, e penso... Tudo faço por Ti, para Ti, mas vivo-O como meu, a meu modo. Se não respondes a meus planos, não calo quieto meu coração, arrumo outros, sofrendo a angustia de não obter Tua resposta. Se creio ter algum direito... sou especialmente egoísta... Cobro-Te incessantemente. Proclamo-Te meu mestre, mas valho-me de Ti como meu servo, declaro a Tua vontade acontecendo para disfarçar minhas tentativas fracassadas de realizar... se Deus assim quis, assim será. Esqueço-me, porém, de escutar o que me dizes a cada tropeço meu... quero correr... realizar... Sei que Te amo, mas amo pouco e mal os que Tu amas, os famintos de pão, de vida e de afeto, os Teus pequenos... quando os ajudo... sinto-me gratificado, mas o que faço? Um bem a mim ou a eles? Quando celebro Contigo a Ceia, tudo me toca, ressoa em meu coração: a Palavra, a Ação de Graças, o Pai Nosso, o abraço da Paz, a Comunhão... mas porque se me dilui tudo tão depressa?... Mal me ponho em casa e...
Acabo de confessar a Ti as minhas tantas pedras de tropeço. Sei que há outras, escondi-as embaixo do tapete de minha vida... Sou como Pedro, capaz de trair-Te na mesma noite em que afirmo meu amor por Ti. Ma se me olhas, Tu o sabes Senhor, me farás buscá-las onde estiverem para entregá-las a Ti... e como entregar-me sem que seja totalmente? Fazem parte de mim... e eu de Ti... Quando busco Teu corpo e Teu sangue não posso deixá-las à porta da Tua Igreja, entram comigo. E se não as entrego a Ti, saio com elas. Quem pode aliviar-me deste peso se não Tu mesmo? Aos outros, essas pedras causam escândalo, a Ti, só a Ti, compaixão. Teu corpo e Teu sangue, minha libertação, Tua palavra, Teu ser, meu caminho... a pedra preciosa, a pedra de toque... em confronto com a minha pedra, bruta, disforme, que me faz tropeçar a mim mesmo levando a tantos outros...
Sei que não basta entregar-Te minha pedra de tropeço, é precisão saber escutar o que me dizes... Como substituí-las pelas pedras preciosas que me dás?... Como não deixar que ocupem o espaço que é Teu?... Como assumi-las para reconhecer minha fragilidade e crescer em Ti e Contigo... para ser e realizar, sem ansiedades, a minha missão, comigo mesmo, com os meus, com os teus pequenos, a Tua comunidade, a Tua Igreja... Como leigo, sei que posso e devo fazer acontecer a presença do mundo na Igreja e a presença da Igreja no mundo... Que eu comece por mim mesmo... pelos que me cercam... mas não detenha o curso da missão que me entregas... Certamente, devo espalhar as pedras preciosas que me dás... Sou um privilegiado, disponho dos tesouros de nossa Igreja: a Sagrada Escritura, a comunidade cristã, os Sacramentos, os testemunhos de fé e caridade de outros irmãos, as tantas lições de amor e fraternidade, perdão e acolhida, os livros de espiritualidade, as reuniões periódicas de aprofundamento, as experiências de comunhão e missão cristã, com tantos outros... Tudo com Tua presença, Tua bênção... Tua luz... O que mais posso desejar para levar ao mundo... Onde, de fato ele começa?...
 

(Texto de Rosabel De Chiaro, baseado e inspirado no livro de Javier Garrido: Nem Santo, Nem medíocre: Ideal cristão e condição humana. Petrópolis, Vozes)

Texto de apoio 2: Nossa Igreja
Como Igreja doméstica, a família é chamada a anunciar, celebrar e servir o Evangelho da vida... Interiormente renovados pela graça do Espírito, “Senhor que dá a vida”, tornamo-nos um povo pela vida, e como tal somos chamados a comportar-nos. Somos o povo da vida, porque Deus nos deu o Evangelho da vida... por ele fomos transformados e salvos... Somos enviados: estar a serviço da vida não é para nós um título de glória, mas um dever... como o “povo adquirido para proclamar as maravilhas do Senhor”... guia-nos a lei do amor... cuja fonte e modelo é o Filho de Deus. Somos enviados como povo... mas tal envio não elimina nem diminui a responsabilidade de cada pessoa, a quem é dirigido o mandamento do Senhor de “fazer-se próximo” de todo homem: “Vai e faze tu o mesmo”. Todos juntos sentimos o dever de “anunciar o Evangelho da vida”, de o “celebrar” na liturgia e na existência inteira, de servi-lo com as diversas iniciativas... (EV 79)
... A família cristã está inserida a tal ponto no mistério da Igreja que se torna participante, a seu modo, da missão de salvação da própria Igreja: os cônjuges, os pais,... não só “recebem” o amor de Cristo tornando-se comunidade “salva”, mas também são chamados a “transmitir” esse mesmo amor, tornando-se assim comunidade “salvadora”. Na medida em que a família acolhe o Evangelho e amadurece na fé, torna-se comunidade evangelizadora de muitas outras famílias e do ambiente no qual está inserida. (FC 49 a 52)
 

EV - Evangelium Vitae - Evangelho da Vida - Carta encíclica de João Paulo II sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana - de 25.03.1995
FC - Familiaris Consortio - Exortação apostólica de João Paulo II sobre a função da família cristã no mundo de hoje - de 22.11.1981

 

CONFECÇÃO DO MATERIAL
Igreja - confeccioná-la utilizando uma caixa de papelão, que pode ser forrada com papel adequada para simular as paredes. Para o teto complementar com cartolina comum. Fazer a abertura (porta) espaçosa para se ter um visual amplo do interior da Igreja. Com uma pequena caixa, confeccionar a mesa, o altar e colocar sobre ele uma pequena toalha.
Pedras - as brutas, facilmente encontradas em lojas para jardinagem. Serão colocadas na entrada, ao lado da Igreja
As especiais, pequenas, encontradas em lojas para adorno ou bijuterias. Devem ser embrulhadas, uma a uma, em papel recortado, com a seguinte frase nele escrita: “Jesus Cristo, a pedra viva que muitos rejeitaram”, colocadas em um saquinhos próprio para bijuterias e acomodadas em um cestos dentro da “Igreja”.
Quadrados de papel - recortar o papel sulfite em quadrados de tamanho 10 X 10.
 

Do livro: Família e Vida - Caminho, Vocação e Missão - Sonia Biffi e Rosabel De Chiaro - Paulus Editora 2007

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