<![CDATA[Família Missionária]]> http://familiamissionaria.com.br/ pt-BR Família Missionária http://www.familiamissionaria.com.br/images/layout/logo.png http://familiamissionaria.com.br/ [30/9/2011] - O sentido da Visão - Rosabel De Chiaro e Sonia Biffi http://familiamissionaria.com.br/artigo.asp?area=7&cat=41&sub=31&catsub=32&artigo=201 Relembrando... O sentido da visão

 “As crianças não têm medo de olhar.”

Vêem as coisas vestidas por uma linguagem, não em sua nudez. Vêem as coisas que os adultos não podem ver...

À medida que vamos crescendo, geralmente, abandonamos nossos sentidos. Começamos a ver o mundo e a nós mesmos através dos olhos dos outros, das pessoas que nos cercam que nos despertam mais atenção; exatamente como ocorre na fábula: “A roupa nova do imperador”, que, na verdade, estava nu, mas enxerga-se com a mais deslumbrante das vestimentas por pura influência de outra pessoa (ele vê o que essa pessoa lhe propõe).

 A capacidade de ver os outros claramente expande nossos horizontes. Faz-nos conhecer o outro, descobrir oportunidades de melhorar nosso relacionamento, valorizar o outro, colaborar na sua necessidade, desfrutar de sua companhia, enfim, tocar a vida na sua plenitude. Pense nos tantos olhares que seu sentido da visão já captou: olhares tristes, cansados, pedintes, amorosos, cativantes... revelavam essências de um ser.

Os olhos não criam. Não têm essa capacidade. Só podem recolher, acolher, acariciar aquilo que a natureza gerou, a vida criou e recriou... os olhos são dádivas das presenças. Mas é o olhar com o coração que aprimora o sentido da visão. Assim, “tocamos” o real e o irreal, antes mesmo de tocá-los de fato. Tocamos a esperança revelada, a dor disfarçada, a verdade que ainda não foi dita, a presença que espera pelo perdão e o perdão que espera pela presença.

 Também nas coisas e objetos podemos ver a beleza dos dons dos outros. E até tornar presente, num simples objeto, o carinho, a admiração, o amor que dedicamos a alguém.

Assim, pelo sentido da visão, apreciamos ou depreciamos tudo que nos cerca, percebemos ou ignoramos a importância das coisas, dos fatos e das pessoas. Fazemos nossas escolhas, estimulamos nossos desejos, invadimos o mais íntimo dos espaços de um ser para revelar e partilhar nosso próprio ser e sentir. (*)

Disse Jesus: “O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado.”  Lc.11,34

 (*) inspirado em: Michel, G. Aprenda a ser você mesmo; Oaklander, V. Descobrindo crianças; Coleção Novas Buscas em Psicoterapia; Araújo, P. C. Sementes da Vida.

écnica de Dinâmica: “O SENTIDO DA VISÃO – OLHAR E VER”

60 minutos – indicada para casais – apropriada também para ser aplicada em família, na família e para grupos de jovens. Adequá-la a cada realidade.

Objetivo: conscientizar e promover a descoberta da importância do sentido da visão na nossa vida:

- exercitando o olhar à descoberta por meio de imagens de uma história de cenas mudas, onde se busca decifrar sua mensagem;

- ressaltando as diferenças pessoais de cada um ao perceber, integrar e responder as mensagens e estímulos;

- integrando o sentido da visão com os demais sentidos para desfrutar do conhecer-se e conhecer o outro, “dar-se conta” dos próprios sentidos e dos sentidos do outro.

Material: uma filipeta (cópia reduzida) e uma cópia ampliada de uma história com cenas mudas.

Estratégia: acomodar o grupo em círculo. Convidá-lo a participar de uma atividade.

1 - apresentar ao grupo a filipeta contendo a história. Entregá-la a um dos participantes solicitando que depois de vê-la com atenção, passe-a para a pessoa à sua direita e assim, sucessivamente, até que todos possam observá-la. O último deve devolvê-la ao animador;

- recomendar que olhem por, mais ou menos, 30 segundos e a repassem.  

2 – em seguida recolher a filipeta e propor que falem sobre a moral da história e o que mais lhes chamou a atenção;

- deixar que se manifestem. Incentivar, valendo-se do entendimento de uns para motivar os outros;

- solicitar que narrem a história de forma objetiva.

3 – apresentar a cópia ampliada da história, colocando-a de maneira que todos possam observá-la;

- motivá-los a dedução final da história.

4 – refletir com o grupo a experiência vivida, questionando como foi olhar e “dar-se conta” do que foi olhado, se o olhar foi suficiente, se mudou alguma coisa na segunda oportunidade ou com os comentários. O que mudou?

- relacionar com o dia a dia do casal e, de cada pessoa no seu universo pessoal, familiar e social.

- concluir fazendo a leitura do texto “relembrando o sentido da Visão” que acompanha a técnica de dinâmica ou solicitar que um voluntário o faça.

Do livro: Nós, Eu e Você – Dinâmicas e Vivências para Noivos – Sonia Biffi e Rosabel De Chiaro – 2ª. Edição - Paulus Editora, 2002.

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30/9/2011
[30/9/2011] - O Sentido do Tato - Rosabel de Chiaro e Sonia Biffi http://familiamissionaria.com.br/artigo.asp?area=7&cat=41&sub=31&catsub=32&artigo=202 Relembrando... O sentido do tato
 
É pelo sentido do tato que se estabelece um conhecer que dispensa palavras para revelar, sem reticências, o fato que é e que se esconde na magia de um corpo, na impessoalidade de um objeto, nas circunstâncias de um momento.

Todos nós usamos o tato em dois sentidos: objetivo e subjetivo, um completando o outro, ex.: como capacidade para captar sensações (liso, crespo, duro, mole, frio, quente, enrugado, etc.) e como habilidade para captar ou transmitir sentimentos (amor, ódio, frieza, calidez, ternura, carinho, dureza, aversão etc.).

Por isso, é quase impossível viver sem sentir, sem perceber, pelo sentido do tato, objetos, pessoas, e situações. O toque é o exercício do sentido do tato, é preciso vivenciá-lo com toda a agudeza de nossa percepção, para não corrermos o risco de passar pela vida, sem imprimir-lhe uma marca ou sem descobrir o seu sentido. É um instrumento de prazer e de dor, que tanto podemos receber ou transmitir.

Na verdade, o ato de tocar demonstra uma de nossas necessidades. Parece-nos impossível ver objetos, situações e até pessoas que nos despertam emoções, sem tocá-las. Com o toque, respondemos às emoções que nos provocam. Assim, o toque supõe não só a marca da nossa presença/resposta, mas também o sinal da nossa cumplicidade. Quando tocamos alguém, é todo o nosso ser que o toca, que se revela que se exprime e atua. Encanta ou desencanta. Acolhe ou afasta. Estimula ou deprime. (*)

“E tocando os olhos do cego o Senhor Jesus lhe restituiu a visão e a alegria do coração” (Mt.20,3)
(*) Inspirado em: MICHEL, G. Aprenda a ser você mesmo e OAKLANDER, V. Descobrindo Crianças.

 Técnica de Dinâmica: “O SENTIDO DO TATO”

 60 minutos – indicada para casais – apropriada também para ser aplicada em família, na família e para grupos de jovens. Adequá-la a cada realidade.

Objetivo: conscientizar e promover a descoberta da importância do sentido do tato para nossa vida:

- levando os participantes, de uma forma lúdica, a experimentar sua percepção por meio do tato, decifrando objetos e mensagens;

- ressaltando as diferenças pessoais de cada um no integrar estímulos e mensagens.

Material: na mesa do círculo, para o grupo: um saco de pano contendo objetos variados, de tamanho adequado ao propósito e em quantidade suficiente para todos. Exemplo: isqueiro, abridor, caixa de fósforos, agenda pequena, broche, lixa, tampa de pasta de dente etc.

Estratégia: acomodar o grupo em círculo.

1—Solicitar a atenção dos participantes, convidando-os a viver uma experiência. Orientar: um de cada vez, colocará a mão dentro do saco de pano e, sem olhar, tocará os objetos, escolhendo um deles;

 

2- Antes de retirá-lo, por meio do sentido do tato, deve identificar o objeto que escolheu e, só depois, retirá-lo;

 

3- Cada objeto retirado ficará com a pessoa que o pegou;

 

4- Iniciar por um voluntário, deixá-los livres para as manifestações de erros e acertos que surgirem;

 

5- Após todos passarem pela experiência, solicitar que o grupo comente o resultado: que conversem a respeito das dificuldades e facilidades para realizar a tarefa e o que sentiram ao vivenciá-la.

 

6- Convidá-los então a experimentar uma forma de comunicação pelo sentido do tato, solicitar que sentados em círculo, se voltem todos para a direita, ficando de costas, uns para os outros, voltados para a mesma direção;

 

7- Orientar: um de cada vez deverá, com o dedo indicador, desenhar nas costas da pessoa à sua frente uma mensagem simples, por meio de um ou dois sinais apenas, por exemplo: formas geométricas, números, letras, sinais (ponto de interrogação, exclamação etc.). Essa mensagem ocorrerá em cadeia, a pessoa que a recebe, deve enviá-la em seguida para a outra à sua frente até que todos a recebam. Iniciar por um voluntário.

 

8- Em seguida, solicitar que o último a recebê-la a verbalize, e que cada um dos participantes manifeste como a entendeu e principalmente como se sentiu ao recebê-la e retransmiti-la;

 

9- Refletir com o grupo a experiência vivida, relacionar com o dia a dia do casal;

Concluir fazendo a leitura do texto que acompanha a dinâmica: “relembrando o sentido do tato” ou solicitar que um voluntário o faça. Abrir para comentários e encerrar conforme desejar.

 Do livro: Nós, Eu e Você – Dinâmicas e Vivências  para Noivos - Sonia Biffi e Rosabel De Chiaro – Paulus Editora – 2ª. Edição, 2002

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30/9/2011
[30/9/2011] - O Sentido da Audição - Rosabel De Chiaro e Sonia Biffi http://familiamissionaria.com.br/artigo.asp?area=7&cat=41&sub=31&catsub=32&artigo=203 Relembrando... O sentido da audição

O sentido da audição nos permite ultrapassar o simples “ouvir” para captar, nos diversos e variados sons, imagens, emoções e informações. Mesmo os que são privados deste sentido buscam formas de substituí-lo para participar do mundo com radiante alegria de viver. Aliás, isto acontece também com os outros sentidos, na sua falta sempre se busca substituí-los.

Permitir-se ouvir os sons é passo importante para entrar em contato com o mundo no seu todo e com o universo de cada um. É o início para a comunicação, é o receber, acolher o outro e valorizá-lo com nossa atenção.

Pelo sentido da audição identificamos e acolhemos sentimentos alheios, experimentamos sensações, desfrutamos conhecimentos e realidades. Mas todos nós sabemos que muitos ouvem apenas aquilo que querem ouvir, deixando de fora o que não querem. Ou seja, ouvem, mas não escutam, não captam a mensagem expressada.

As palavras, os sons, os ruídos têm muito a nos dizer. Por meio deles as palavras tomam forma, constroem mundos nunca vistos, recordam lembranças vividas, provocam percepções que mobilizam e revelam sentidos e emoções escondidas, situações presentes, passadas e futuras. Os sons não pedem licença, não aguardam ordens, entram, invadem nosso ser, penetram nossos espaços. Por isso, a importância do sentido da audição ser exercitado, apurado, no próprio exercício do “ouvir”.  

Dizem que o verdadeiro sábio ouve muito e fala pouco, porque ao ouvir acolhe em seu coração tudo o que o outro sente, manifesta e, assim, com serenidade, “sua razão” traça o perfil do falante e a forma de como ajudá-lo, sem falhar na sua comunicação.

Ouvir é escutar, sentindo a melodia da música que o outro quer nos dedicar. Também o mundo, uma sociedade, um grupo de pessoas, podem emitir sons que nos levam a identificar sua cultura, personalidade, valores e antivalores, riquezas e carências.

Ouvir. Saber ouvir com a mente para compreender a mensagem. Com o coração para perceber os sentimentos que encarna. Ouvir com a razão para discernir seu conteúdo, separar o joio do trigo, o mal do bem. Ouvir com a fé, que permite crer no futuro prometido e perdoar o passado realizado. Ouvir com o amor que propõe e convida a associar a mensagem ao mensageiro para compreender a revelação que ela traz. Ouvir para construir, curtir, realizar, viver e amar. (*)

“E tendo ensinado outras revelações, Jesus lhes disse: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. (Mt.11,14)
 

(*) Inspirado em: MICHEL, G. Aprenda a ser você mesmo e OAKLANDER, V. Descobrindo Crianças.

 Técnica de Dinâmica: “O SENTIDO DA AUDIÇÃO”

 60 minutos – indicada para casais – apropriada também para ser aplicada em família, na família e para grupos de jovens. Adequá-la a cada realidade.

Objetivo: conscientizar e promover a descoberta da importância do sentido da audição em nossa vida:

- motivar os participantes a refletir quanto à sua atenção aos sons, estímulos que os rodeiam e a importância de decifrá-los;

- ressaltando as diferenças pessoais em relação à percepção auditiva de cada um e a forma de decifrá-las.

Material: na mesa do círculo: folha de papel sulfite e caneta/lápis para todos. Aparelho de som, CD com sons variados: pássaros, mar, vento, chuva, cachoeira etc. (de fácil aquisição em lojas do ramo).

Estratégia: acomodar o grupo em círculo e convidá-los a viver uma experiência.

 

1- Solicitar aos participantes que se acomodem, sentados, de maneira confortável;

 

2- Recomendar que fiquem em silêncio, fechem os olhos e deixem os sons chegarem ao seu interior;

 

3- Ligar o som em volume médio por mais ou menos 3 minutos. Depois, baixar o volume aos poucos até desligar;

 

4- Solicitar então, que abram os olhos e, ainda em silêncio, peguem papel e caneta, disponíveis sobre a mesa e retornem a seus lugares;

 

5- Orientar para que ouçam novamente o som proposto e anotem os sons que identificaram. Tranquilizá-los para que o façam sem se preocupar com os resultados;

 

6- Colocar o CD, novamente em volume médio, por mais ou menos 3 minutos;

 

7- Na sequência, com o som ainda ligado, iniciar as colocações abaixo, dando breve espaço entre uma e outra. Dispor de mais ou menos 5 minutos para essa reflexão no seu todo:

 

· “Agora, procure tornar presente o que está acontecendo com você:

- você está se identificando com os sons? Com que facilidade você se perde em seus pensamentos? Como você se sente?”

- se deseja escrever, registrar algo, fique a vontade.

- Reduzir o som até desligar.

Em seguida, refletir com o grupo a experiência vivida e a importância do sentido da audição.

 Relacionar com o dia a dia do casal. Concluir fazendo a leitura do texto que acompanha a dinâmica: “relembrando o sentido da audição” ou solicitar que um voluntário o faça. Abrir para comentários e encerrar conforme desejar.

Do livro: Nós,  Eu e Você – Dinâmicas e Vivências para Noivos - Sonia Biffi e Rosabel De Chiaro – Paulus Editora – 2ª. Edição, 2002   

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30/9/2011
[30/9/2011] - O sentido do Olfato - Rosabel De Chiaro e Sonia Biffi http://familiamissionaria.com.br/artigo.asp?area=7&cat=41&sub=31&catsub=32&artigo=204 Relembrando...  O sentido do Olfato

 O sentido do olfato nos abre um horizonte de possibilidades, mas também de realidades. Aromas agradáveis e desagradáveis nos acompanham ao longo de nossos dias: nos alimentos que comemos, nos lugares que percorremos, nas proximidades de uma padaria ou de um mercado de flores, odores doces, suaves, penetrantes, ácidos... Quase sem dar-nos conta vivemos em meio a um ambiente impregnado de diferentes aromas: desde aquele espalhado por um caminhão a diesel até o de uma tarde depois de um aguaceiro. Incêndios, comidas, parques... e até pessoas, espalham odores precisos, exatos. Pensemos no que eles despertam em nós.

O aroma agradável é convite ao prazer, ao deleite, parece nos propiciar só benefícios, encantar e conquistar. Na verdade, faz a diferença “saborearmos” um alimento, primeiro pelo olfato. Ele aguça nossos sentidos, mobiliza nossas intenções e desejos, provoca em nós respostas e atitudes. Mas, nem sempre um aroma agradável comporta realidades satisfatórias. Alguns dos odores que não apreciamos contribuem para nossa saúde, trazem bem estar e ajudam a sobrevivência. São necessários, valiosos, têm sua razão de ser.

Por isso, é preciso exercitar o sentido do olfato fazendo uso da mente, da razão e do coração. É preciso perceber que esse sentido, muitas vezes, nos faz apostar num invisível, num irreal, num futuro. É ele que nos possibilita experimentar sem provar, provar sem experimentar. Tal como os conhecedores de vinho identificam a safra de cada conteúdo, só pelo aroma exalado, também nós podemos caracterizar, personalizar momentos e situações, pessoas e acontecimentos pelo aroma que percebemos e “somos”.

 Também o ambiente de uma sociedade pode ser farejado. “Há algo de podre no reino da Dinamarca” chegou a dizer Shakespeare; “algo me cheira mal neste assunto” pode dizer um empresário. “Aqui se respira (se sente) um ambiente agradável” pode comentar alguém, em um lugar qualquer.

Você também percebe aromas diversos: de perfumes, sabonetes aromáticos, de toucinho frito, de azeite queimado, de um jardim, de suor humano em um ônibus sem ventilação. Estes são alguns dos odores que chegam ao seu nariz... Você se dá conta disso? E você, sua vida, seu corpo e seu espírito têm odores específicos? Você os sente? Mudam de aroma? Você os tem sentido? Quais os aromas que mais aprecia? E os de que menos gosta? (*)

“Tomando Maria, irmã de Marta, uma libra de bálsamo de nardo     puro ungiu os pés de Jesus e a casa encheu-se do perfume do bálsamo” Jo.12,3

           

(*) Inspirado em: MICHEL, G. Aprenda a ser você mesmo e OAKLANDER, V. Descobrindo Crianças.

 Técnica de Dinâmica: “O SENTIDO DO OLFATO”

 60 minutos – indicada para casais – apropriada também para ser aplicada em família, na família e para grupos de jovens. Adequá-la a cada realidade.

Objetivo: conscientizar e promover a descoberta da importância do sentido do olfato em nossa vida:

- experienciando e detectando a sensibilidade de cada um em relação ao seu olfato;

- ressaltando as diferenças pessoais e o respeito à sensibilidade olfativa de cada um.

Material: na mesa do círculo: objetos aromatizados numerados de 1 a 5, com aromas variados e um sem numeração. Ex.: velas, saches, frascos etc. Relação dos aromas só para o dirigente. Gabaritos, canetas/lápis para todos. 

Estratégia: colocar sobre a mesa, antecipadamente, os objetos aromatizados, os gabaritos e canetas/lápis.

Acomodar o grupo em círculo e convidá-lo a viver uma experiência.

 1- Orientar os participantes que os objetos sobre a mesa estão numerados e cada um deles possui um aroma específico;

 2- Pelo sentido do olfato, devem identificá-los e caracterizá-los, assinalando no gabarito disponível sobre a mesa suas descobertas. Por ex.: aroma de maçã (identidade); ácido, adocicado (característica). Cada um deve manter seu gabarito em mãos. Convidá-los a iniciar. Deixá-los à vontade, apenas controlar o tempo.

 3- Solicitar que retornem a seus lugares e prosseguir. Motivar para que se manifestem, sugerindo que um deles leia o próprio gabarito para comparar com os demais promovendo um clima de descontração. 

4- Ler o gabarito correto, comentando os eventuais acertos/erros de maneira agradável, sem cobranças. Ressaltar o aroma sem numeração que representa o aroma surpresa, estranho à nossa vida em comum. Como lidar com essa situação? E com o aroma desagradável: feijão queimado, roupa suja, banho vencido etc? Relacionar com o dia a dia do casal.

 5- Como se sentiram vivendo essa experiência. Lembrar do respeito àqueles que, por motivos justificáveis, não podem conviver com aromas que lhes provocam desconforto.

6- Concluir fazendo a leitura do texto que acompanha a dinâmica: “relembrando o sentido do olfato” ou solicitar que um voluntário o faça. Abrir para comentários e encerrar conforme desejar.

 Obs. Em nossa experiência: optamos pelo uso de velas aromatizadas, colocadas em vidros numerados e tampados. Para utilizá-los, basta destampá-las, facilitando assim a preservação do material, do próprio aroma de cada uma e os cuidados com a higiene.

Do livro: Nós, Eu e Você – Dinâmicas e Vivências para Noivos - Sonia Biffi e Rosabel De Chiaro – Paulus Editora – 2ª. Edição, 2002   

 

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30/9/2011
[30/9/2011] - O sentido do paladar - Rosabel De Chiaro e Sonia Biffi http://familiamissionaria.com.br/artigo.asp?area=7&cat=41&sub=31&catsub=32&artigo=205 Relembrando...  O sentido do Paladar

 O sentido do paladar é o sentido pelo qual se percebe o sabor dos alimentos, pela impressão que suas substâncias produzem na língua.

Como a audição depende do ouvido, a visão dos olhos, o paladar quase sempre está ligado à língua. Afinal, é através dela que “sentimos” o paladar.

Quantas vezes, ao olhar um prato apetitoso ou sentir “aromas” com característica de saborosos, nosso paladar já fica aguçado. Mas é a língua que define a qualidade, a característica e o caráter do sabor. É ela que possibilita o comprazer-se, o deleitar-se. É ela que aprecia ou deprecia. Acolhe e escolhe, testa, atesta, contesta e rejeita. Por isso, a língua é parte importante de nosso corpo, todavia nem sempre lhe damos importância e a temos como algo qualquer.

A língua é muito sensível, nos conta quando as coisas são doces, azedas, amargas, salgadas, etc. É usada para mastigar, engolir e acima de tudo falar.

É a língua que nos ajuda a expressar emoções em palavras. E não só através dessas emoções, mas de todo o nosso ser, também podemos ser “doces, azedos, amargos, salgados, etc. para o outro. Enfim, fazemos “o paladar” do nosso meio ambiente. Assim, como os sabores encantam ou desencantam nosso paladar, também nosso jeito de ser, nossas palavras e atitudes, o fazem.

O mundo está cheio de sabores e sensabores que nos levam a experimentar sensações pelo paladar. Este pode ser exigente, refinado, descuidado e até ausente. De qualquer forma, é o sentido do paladar que toca e saboreia, realiza e concretiza o que os outros sentidos “sonharam”.

Desta forma, sem apurar nosso paladar na vida de todo o dia, podemos deixar de saborear, desfrutar, degustar algo com prazer: uma comida, uma boa conversa, a leitura de um livro, um dia de sol, uma festa e até uma canção.

É preciso exercitar e educar o sentido do paladar para desfrutar com calma, atenção e sabedoria cada proposta que a vida nos oferece, para perceber nela o sabor da experiência que nos traz.  

Se você degusta suas experiências de cada dia, poderá distinguir entre o sabor amargo de umas e o sabor adocicado de outras. Dessa maneira ao observar a si mesmo e ao seu redor, poderá descobrir a graça, o gosto do saber, por aprender em cada dia o sabor que tem a vida: a sua e a dos demais. (*)

 
E Jesus disse: “Vós sois o sal da terra... se o sal perde o sabor para nada mais serve” Mt.5,13 (*)
(*) Inspirado em: MICHEL, G. Aprenda a ser você mesmo e OAKLANDER, V. Descobrindo Crianças.

Técnica de Dinâmica: “O SENTIDO DO PALADAR”

60 minutos – indicada para casais – apropriada também para ser aplicada em família, na família e para grupos de jovens. Adequá-la a cada realidade.

Objetivo: conscientizar e promover a descoberta da importância do sentido do paladar em nossa vida:

- levando os participantes, por meio da degustação de sabores distintos, à percepção dos mesmos e à avaliação da sensação que lhes causa;

- ressaltando as diferenças pessoais quanto a sensibilidade do paladar de cada um, respeitando-as.

 Material: na mesa do círculo: frascos numerados com conteúdo líquido de sabores e texturas variados, por ex.: água tônica, achocolatado, iogurte, suco sem açúcar, refrigerante etc. Copos pequenos descartáveis para a degustação, guardanapo e uma pequena lixeira. Relação dos aromas só para o dirigente. Gabaritos, canetas/lápis para todos. 

Estratégia: em uma mesa central, colocar, com antecedência, todo o material a ser utilizado.

Acomodar o grupo em círculo e convidá-lo a viver uma experiência.

 1- Orientar os participantes que os frascos sobre a mesa estão numerados e cada um deles possui um paladar específico;

 2- Convidá-los a saborear o conteúdo de cada um utilizando os copos descartáveis:

 3- Ao degustá-lo cada um deve tentar identificá-lo e perceber a sensação que causa ao seu paladar: doce, amargo, saboroso, agradável ou não. Em seguida, apanhar um gabarito sobre a mesa e anotar sua descoberta no número correspondente ao frasco que provou. Orientar para que mantenham seu gabarito em mãos. Tranquilizá-los quanto à higiene e ao risco de sabores exagerados. Convidá-los a iniciar. Deixá-los à vontade, apenas controlar o tempo.

 4- Solicitar que retornem a seus lugares e prosseguir. Motivar para que se manifestem, sugerindo que um deles leia o próprio gabarito para comparar com os demais promovendo um clima de descontração. 

5- Ler o gabarito correto, comentando os eventuais acertos/erros de maneira agradável, sem cobranças. Como se sentiram vivendo essa experiência.

6- Relacionar com o dia a dia do casal, a história e a bagagem de cada um quanto aos hábitos alimentares. Motivá-los a conversar sobre as diferenças e a maneira de como lidar com a situação ou a condição de cada um.

7- Concluir fazendo a leitura do texto que acompanha a dinâmica: “relembrando o sentido do paladar” ou solicitar que um voluntário o faça. Abrir para comentários e encerrar conforme desejar.

Do livro: Nós, Eu e Você – Dinâmicas e Vivências para Noivos - Sonia Biffi e Rosabel De Chiaro – Paulus Editora – 2ª. Edição, 2002   

 
 

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[29/9/2011] - 5 Sentidos http://familiamissionaria.com.br/artigo.asp?area=7&cat=41&sub=31&catsub=32&artigo=95 29/9/2011